Agência Estado
De Frankfurt, na Alemanha
O piloto brasileiro Pedro Paulo Diniz, da equipe Sauber, passou o dia de ontem em Mônaco, onde reside, recuperando-se do terrível acidente sofrido no último domingo, na largada do GP da Europa. ‘‘Estou bem, sinto apenas algumas dores na região do pescoço’’, contou. Segundo Pedro Paulo Diniz, os técnicos da equipe irão modificar o modelo C18 já para os testes dos dias 6 e 7 em Barcelona (Espanha). ‘‘Temos de evitar que em situações semelhantes o santantônio se rompa, como no meu caso.’’
Quando capotou, domingo, a barra anticapotagem, localizada acima e pouco atrás do seu capacete, não suportou a pancada no solo e expôs a sua cabeça para receber o peso do veículo com as rodas para cima.
Apenas por muita sorte ele acabou não se ferindo com gravidade. Diniz comentou também que a associação da sua classe, a Grand Prix Drivers Association (GPDA), encaminhará à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) uma solicitação para aumentar a resistência do santantônio, que na Fórmula 1 é chamado de roll bar.
Título – É fácil compreender como o campeonato pode acabar no circuito de Sepang, em Kuala Lumpur, na Malásia, dia 17, ou se transferir para a última etapa da temporada, dia 31 em Suzuka, no Japão. Salvo grande surpresa, o título ficará com Mika Hakkinen, da McLaren, ou Eddie Irvine, da Ferrari, primeiro e segundo colocados na classificação. O finlandês, atual campeão do mundo, tem 62 pontos, diante de 60 de Irvine. Como Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, terceiro colocado, e David Coulthard, McLaren, quarto, não pontuaram em Nurburgring, ficou agora bem difícil para os dois superarem Hakkinen ou Irvine. Frentzen possui os mesmos 50 pontos e Coulthard, 48.
Apenas Hakkinen pode definir a conquista na Malásia, e, ainda assim, dependendo do resultado de Irvine. Já o piloto da Ferrari não tem como na próxima corrida comemorar seu primeiro título, mesmo que vença e Hakkinen não chegue entre os seis primeiros, os que marcam pontos. Para Hakkinen ser campeão ele tem de necessariamente vencer a prova de Kuala Lumpur. Qualquer outra colocação do piloto da McLaren adia a decisão. Mas não é tudo: Hakkinen tem de chegar em primeiro e Irvine não pode terminar a prova em até quarto lugar.
A matemática desses arranjos desloca a definição para o GP do Japão. Por que Hakkinen vencendo e Irvine se classificando em quinto na Malásia o título fica com o finlandês? Como Hakkinen tem hoje 62 pontos, atingiria 72 com os 10 da primeira colocação em Kuala Lumpur. Já Irvine, que agora soma 60 pontos, chegaria a 62 com os dois pontos do quinto lugar. Haveria 10 pontos de diferença entre ambos.
Mas e se Irvine ganhar no Japão e Hakkinen não marcar pontos? Ambos ficarão com 72 pontos, mas Hakkinen ficaria com o título pelo maior número de vitórias.

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