O dinheiro é o que explica as posições antagônicas dos times do Minas Tênis Clube na tabela de classificação da Superliga de Vôlei. As meninas, que mantêm o patrocínio da MRV há três temporadas, dividem a liderança do returno da Superliga Feminina, após seis rodadas, com o Rexona/Paraná - ambos estão invictos.
O time masculino do Minas, no entanto, ocupa a última posição do returno (é o 8º colocado no geral), sem vitórias nas três últimas rodadas. O patrocínio da Telemig Celular só veio no meio de dezembro - quando a competição já estava iniciada - e o time inscrito era formado por jogadores jovens, recém-saídos do juvenil do próprio clube.
‘‘O Minas é um clube formador’’, afirma o técnico Carlos Alberto Castanheira, o Cebola. Se reforça a postura do Minas de formar atletas - o clube mantém todas as categorias de base, tanto no vôlei feminino como no masculino -, a equipe não tem condições de seguir além da fase de classificação na Superliga. O patrocínio da Telemig, obtido em dezembro, serviu para que os jogadores passassem a ter salários e para a contratação de um reforço, o norte-americano Brian Ivie, que jogou apenas uma partida, antes do Carnaval.
Já o time feminino, sob o comando do técnico Chico dos Santos, de Ana Flávia, Fernanda Doval, Ingrid e Silvia Roll, pode ter pretensões de ir ao playoff, quem sabe até mesmo como o campeão do returno.

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