Dinheiro e torcida empurram líderes da Série Prata
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segunda-feira, 11 de julho de 2005
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
Operário e Galo fecharam o primeiro turno da Série Prata do Campeonato Paranaense na liderança de seus respectivos grupos, apostando em receitas diferentes. Enquanto a equipe de Ponta Grossa aposta no empurrão da torcida, o time de Maringá pega impulsão no bolso dos empresários que comandam o clube.
Empolgada com a possibilidade de voltar a ver o Fantasma, líder do Grupo A, aterrorizar a Primeira Divisão Paranaense depois de 12 anos, a torcida ponta-grossense vem fazendo bonito e enchendo o Estádio Germano Kruger média de cinco mil torcedores por jogo , fato raro até mesmo na Série Ouro.
Os torcedores não empurram o time apenas das arquibancadas. Com o dinheiro das bilheterias, o clube paga os R$ 27.750 da folha de pagamentos mensal. Medalhões como o volante Leomar, o zagueiro Edinelson e o meia Carlos Alberto Dias têm vencimentos mais altos, chegando à casa dos R$ 5 mil.
''Não tem segredo. É trabalho, dedicação e muita união, desde o serviços gerais até o presidente'', contou o presidente do Operário, Sílvio Cosmoski Júnior, dono de um ''barzinho e pessoa do povo'', como se define. Além do dinheiro das arquibancadas, ele ganhou um fôlego com um patrocínio de R$ 16 mil mensais, referentes à publicidade estática e nas camisas.
Na liderança do Grupo B, o Galo tem uma folha bem mais gorda: R$ 55 mil mensais. Além de bons salários, os jogadores são tratados de forma diferenciada em relação ao futebol paranaense. Moram bem, comem bem, viajam em ótimos ônibus e ainda contam com fisioterapeutas e nutricionistas. ''Damos uma vida digna a eles'', ressaltou o exigente presidente Marcos Falleiros, empresário do ramo de confecções e transportes. ''A campanha não surpreende e poderia até ser melhor''.
Se sobra dinheiro em Maringá, falta público. Em média, menos de mil torcedores comparecem ao Estádio Willie Davids. ''Falta apoio'', reclama Falleiros. Ele ainda levou para Maringá os jogos do Paraná Clube pelo Campeonato Brasileiro contra os quatro grandes paulistas na tentativa de arrecadar mais dinheiro.


