São Paulo, 05 (AE) - Foi uma noite de terror para Marcelinho e a consagração definitiva da estrela de Dinei, responsável maior pela virada de 2 a 1 sobre o América do México
hoje à noite, no Pacaembu. Mas o futebol do Corinthians, desta vez, não justificou o resultado: o time esteve mal na maior parte do jogo e só cresceu depois da troca de Marcelinho por Dinei. Com a vitória, o Corinthians assume o segundo lugar do grupo 3 com 7 os mesmos 7 pontos que o Olímpia, mas tendo um jogo a menos que os paraguaios.
O primeiro tempo foi dramático para o Corinthians, que começou atacando mas foi surpreendido logo a 1m30 com o gol mexicano. Numa falta cobrada por Lara da esquerda, a defesa parou e Blanco subiu sozinho para fazer 1 a 0 de cabeça, contando também com a colaboração do goleiro Dida, que demorou para pular. O gol do América foi um desastre para o esquema do técnico Oswaldo de Oliveira e terrível para os nervosos da grande maioria dos jogadores. O time sentiu o impacto do gol mexicano e o Corinthians foi tomado por um desespero inexplicável, que acabou comprometendo também o conjunto da equipe. Perdido diante do bom posicionamento tático dos mexicanos, que fechavam bem os espaços no seu campo e partiam em contra-ataques rápidos pela esquerda, aproveitando sempre a velcoidade de Blanco, o Corinthians entregou-se ao seu desespero e partiu desordenadamente para o ataque - colocando em risco o seu próprio futuro na partida. Por sorte, das quatro estocadas do América (três com Blanco e uma com Calderón), nenhuma acabou tendo finalização eficiente. Sem o mesmo desenho tático das partidas pelo Campeonato Paulista, no Corinthians só Ricardinho e Edu mantinham a mesma regularidade.
Em compensação, Marcelinho, Edílson e Luizão foram uma decepção ao longo do primeiro tempo: Edílson querendo resolver tudo sozinho; Luizão teimando em chutar quando o momento sugeria o passe; e Marcelinho, escondido no jogo, sem inspiração até para a cobrança de um pênalti, aos 28 minutos. Sem a convicção de outras cobranças, bateu fraco no canto esquerdo do goleiro mexicano e deu a chance que Bacerra precisava para fazer a defesa e se consagrar. Sentindo que o jogo estava nas mãos do adversário, a própria torcida corintiano se calou - seguindo a imagem do técnico Oswaldo de Oliveira, que passou o primeiro tempo inteiro de pé e de braços cruzados, como se não estivesse acreditando no que estava acontecendo.
No segundo tempo, sentindo que o Corinthians voltaria pressionando, o técnico Alfredo Tena adiantou a marcação e ainda reforçou o seu ataque com uma substituição logo aos 5 minutos: tirou Berti pelo brasileiro Marcelo de Faria e deixou dois atacantes enfiados entre a zaga corintiana. Com isso, conseguiu impedir que o adversário fosse todo para cima do América e ainda criou uma situação para surpreender o adversário com um segundo gol, que acabou não acontecendo aos 27 minutos, com Blanco, porque o goleiro Dida saiu bem do gol e evitou o desastre definitivo.
De seu banco, só aos 27 minutos o técnico Oswaldo tomou a providência que a torcida pedia desde o final do primeiro tempo: a saída de Marcelinho, que deixou o campo vaiado pela própria torcida corintiana. Estrela de Dinei ou não, foi ele que deu iniciou a jogada do empate: cruzou da direita, Luizão dividiu com Davino e o rebote se ofereceu para Vampeta, que apareceu de trás e soltou uma bomba no canto direito de Bacerra.
Impulsionado pelo empate e pela estrela de Dinei, o Corinthians acreditou no milagre da virada. E estava escrito: como nas finais do Campeonato de 98, a vitória teria que vir dos pés dele. Aos 35, o pressentimento da torcida se cristalizou numa descida de Ricardinho pela esquerda. O cruzamento rasteiro escapou mas não de Dinei, que bateu da risca da pequena área e acabou com a agonia corintiana. No final, o Corinthians ainda perdeu Edu, expulso junto com Stay, e desfalca o time no jogo do dia 11, em Quito.
Ficha Técnica: Corinthians: Dida , Daniel, Fábio Luciano, Adílson (João Carlos) e Kleber; Vampeta, Edu, Marcelinho Carioca (Dinei) e Ricardinho (Gilmar); Edílson e Luizão. Técnico: Oswaldo de Oliveira. América: Bacerra, Pardo, Sanches, Davino e Santibañez; Lara, Stay (Terrazza), Luna e Calderón; Blanco e Berti (Marcelo de Faria ). Técnico: Alfredo Tena. Juiz: Jorge Larrionda. Renda: Não fornecida. Público: Não fornecido. Cartões Amarelos: Edu, Fábio Luciano, Kleber, Marcelinho Carioca
Pardo, Davino e Santibañez. Cartões Amarelos: Edu e Lara. Local: Pacaembu, São Paulo.

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