Dinamarca, nosso próximo adversário
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domingo, 28 de junho de 1998
Agência Folha 
France PresseNa molezaUkpeba domina à frente de Colding. Mas só nesse lance O adversário do Brasil nas quartas-de-final da Copa da França será a Dinamarca, que ontem massacrou a Nigéria no Stade de France pelo placar de 4 a 1.
Logo aos 3 minutos, a Nigéria foi surpreendida pelo primeiro gol dinamarquês: Michael Laudrup recebeu um lançamento na entrada da área e tocou de lado para Moller, que vinha na corrida e concluiu: 1 a 0. Nove minutos depois, quando os nigerianos ainda não se haviam recuperado do impacto do gol, a Dinamarca ampliou o placar. Michael Laudrup ameaçou chutar e tocou curto para Moller, que bateu forte. Rufai rebateu para dentro da área e Brian Laudrup foi mais rápido que a zaga: 2 a 0.
A Dinamarca controlava o jogo com um futebol solidário e objetivo. A jogada-padrão do primeiro tempo era a seguinte: Okocha, dono de uma habilidade fantástica, driblava a defesa, ia à linha de fundo e cruzava alto na área. A bola invariavelmente parava nas mãos do goleirão Schimeichel ou na cabeça dos altos zagueiros dinamarqueses. Nos contra-ataques, geralmente capitaneados pelo mais novo dos irmãos Laudrup, Brian, a Dinamarca ainda levava perigo ao gol nigeriano. Não sei por que a Nigéria insistiu em alçar bolas altas na nossa área, declarou depois do jogo o técnico da Dinamarca, Bo Johansson. Sei que tínhamos um grande goleiro num grande dia, elogiou o técnico.
Aos 38 minutos, depois de uma inteligente troca de passes entre os atacantes nigerianos, Okocha chutou por cima.
No segundo tempo, a Dinamarca manteve a pressão. Logo aos 5 minutos, Brian Laudrup ganhou do zagueiro pelo flanco direito e cruzou fechado. A bola enganou o goleiro Rufai e bateu no travessão. Aos 15 minutos, o técnico Johansson tirou Moller e colocou Sand como atacante. Apenas 16 segundos depois de entrar em campo (recorde da Copa), Sand fez o terceiro gol. Depois de receber um passe perfeito de Michael Laudrup, por cima dos zagueiros, Sand controlou na cabeça e chutou no canto direito de Rufai.
Com os 3 a 0, a Nigéria se descontrolou de vez, errando passes no meio-de-campo e atuando no desespero. Acabou tomando o quarto gol aos 31 minutos, quando Helveg aproveitou um cruzamento de Jorgensen, depois de um novo rebote de Rufai.
Cinco minutos depois de entrar, o meio-campista recebeu um cruzamento da esquerda e chutou, rasteiro, no canto esquerdo de Schmeichel: 4 a 1.
Depois do jogo, Michael Laudrup disse que esse teria sido seu último jogo como profissional, se a Dinamarca tivesse perdido.
Nigéria 1
Rufai; Adepoju, Uche, West e Babayaro; Oliseh, Finidi, Okocha e Lawal (Babangida); Ikpeba e Kanu (Yekini). Técnico: Bora Milutinovic


