Brasília - Após mais uma troca de farpas no início do mês, Dilma Rousseff e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, devem se encontrar na próxima quinta, em Zurique, para tentar afinar o discurso a cinco meses da abertura da Copa.
A principal divergência entre o governo e a Fifa é a entrega dos estádios e obras para o Mundial. Outra preocupação é com a segurança do evento, diante da ameaça de novos protestos de rua, como ocorreu em junho, durante a Copa das Confederações.
Segundo interlocutores, a presidente teria recebido uma carta-convite de Blatter e vai aproveitar viagem à Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial, para visitar a Fifa.
Nas últimas semanas, a presidente tem comandado uma série de reuniões para avaliar a situação da Copa e cobrar providências. O governo discute inclusive reforçar a segurança de cerca de 30 cidades durante o Mundial.
A ideia é montar um plano para garantir ações nas 12 cidades sedes e de regiões interligadas, que vão, por exemplo, abrigar delegações.
Antes de embarcar para Suíça, Dilma estará na inauguração da Arena das Dunas, em Natal, uma das sedes.
Cinco estádios ainda precisam ser entregues: Beira-Rio, em Porto Alegre, Arena da Baixada, em Curitiba, Arena Pantanal, Cuiabá, Arena Amazônia, em Manaus, além do Itaquerão, em São Paulo.

Castelão
A Fifa e o Comitê Organizador Local (COL) realizaram ontem uma visita de inspeção à Arena Castelão, em Fortaleza, um dos 12 palcos do torneio, e apontaram adequações estruturais que precisam ser feitas. As maiores preocupações dos 52 inspetores envolvem o estacionamento e também a transmissão dos jogos.
"Detectamos agora que precisamos melhorar a localização do estacionamento devido a obra do Centro de Formação Olímpica, que fica ao lado do Castelão. Temos que melhorar a transmissão para mais de duzentos países", informou o gerente geral de integração operacional do COL, Tiago Paes.

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