Dilma não participa de cerimônia da tocha olímpica
Brasília - Em meio à tramitação do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, a presidente Dilma Rousseff não viajará para a Grécia para participar de cerimônia de acendimento da tocha olímpica, em 21 de abril.
Além da crise interna, a decisão foi tomada diante da dificuldade da petista chegar em Olímpia, cidade do interior da Grécia, já que a expectativa é de que no período a presidente esteja em Nova Iorque.
Nos bastidores, o Comitê Organizador dos Jogos do Rio de Janeiro chegou a pressionar a presidente a comparecer, mas ela não cedeu ao pedido. O argumento do governo é que não há tradição da presença de chefes de Estado a essa cerimônia.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, deve estar presente na passagem da tocha olímpica por Atenas, capital da Grécia.
Estava previsto que Dilma comparecesse ao evento em Olímpia em 21 de abril ao lado do presidente grego, Prokopis Pavlopoulos, e do chefe do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.
A cerimônia vai ocorrer dias após a data prevista para a votação do pedido de abertura do processo de impeachment de Dilma pelo plenário da Câmara dos Deputados, em 17 de abril. Se for aprovado, o processo será encaminhado ao Senado.
A chama é ateada em frente às ruínas do templo de Hera, e evoca a lenda de Prometeu, que teria roubado o fogo de Zeus para o entregar aos mortais
Em seu lugar, deve participar da cerimônia o ministro do Esporte, Ricardo Leyser
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