Dilma fica estarrecida com situação dos clubes nacionais
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Tai Nalon<br>Folhapress 
Brasília - Crítica da gestão da CBF e das declarações dos dirigentes da Fifa sobre a Copa do Mundo no Brasil, a presidente Dilma Rousseff recebeu ontem no Palácio do Planalto membros do movimento Bom Senso F.C.. O grupo de jogadores levou à presidente suas principais reivindicações, sobretudo relativas ao atraso de salários nos clubes e ao calendário do futebol brasileiro. Disseram então ter ouvido dela estar "estarrecida com a falta de compromisso" dos clubes brasileiros com a falta de pagamento.
"Uma das coisas que foram palavras da presidenta é de que ela está estarrecida com a falta de compromisso dos clubes brasileiros. A presidente não imaginava que existisse no Brasil, o país do futebol, tantos clubes com salários atrasados", relatou Ruy Cabeção, do Operário-MT. Também participaram da audiência em Brasília os jogadores Alex (Coritiba), Cris (sem clube), Gilberto Silva (sem clube), Juan (Internacional), Marcinho (Ituano), Dida (Internacional), Osmar (Red Bull Brasil), Ricardo Berna (Náutico) e Gasparino (sem clube).
O encontro foi mediado pelo ministro Aldo Rebelo (Esporte) e pelo secretário nacional do Futebol, Antônio Nascimento e também teve a participação do diretor executivo do Bom Senso F.C., Ricardo Martins.
Foram estabelecidas durante a reunião três diretrizes de trabalho para os próximos meses: fortalecimento da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (que estabelece punições a clubes, como rebaixamento, caso não prestem contas das dívidas das entidades), a regulamentação da participação de atletas nas assembleias gerais das entidades e a criação de um grupo de trabalho para criar o Plano Nacional de Desenvolvimento do Futebol.
Segundo Nascimento, a lei que trata das dívidas dos clubes poderá assegurar o pagamento em dia do salário dos jogadores, sob pena de punição das entidades esportivas contempladas. Já o grupo de trabalho, cujos objetivos serão concluídos a médio prazo, seria composto, além de membros do Bom Senso, de representantes das entidades regionais e da CBF, além do governo federal, por meio do Ministério do Esporte e possivelmente o Ministério do Trabalho.


