São Paulo - Ficar duas rodadas sem marcar gols já é um martírio para qualquer atacante. Imagine ficar um ano sem balançar as redes? E ainda mais num clube da grandeza do São Paulo? Esta é a marca negativa que Dill está completando hoje. Desde que chegou ao Morumbi, em 10 de outubro de 2001, o até então goleador foi artilheiro do Goiás no Brasileiro de 2000, com 20 gols, atrás apenas de Adhemar, do São Caetano, que fez 22 tenta ''desencantar''.
Agora, com a suspensão de Reinaldo e as contusões de Luís Fabiano, contratura muscular na coxa esquerda, e de Kaká, dores musculares na perna direita, Dill deve virar titular no jogo de sábado, contra o Figueirense.
Neste período em que está no São Paulo, Dill iniciou sete jogos como titular e entrou no decorrer de 10 partidas. ''Sempre sonho, me mentalizo fazendo um gol pelo São Paulo'', revelou o atacante. ''E a minha comemoração já está ensaiada (vai agradecer a Deus).''
Diante do Figueirense, Dill promete se superar. No Superpaulistão deste ano, nos confrontos entre São Paulo e Palmeiras, ele teve a chance de começar como titular. Foi bem no primeiro encontro e vinha se destacando no segundo até que, em bola dividida com o volante Magrão, hoje no São Caetano, fraturou a fíbula. ''Foram quatro meses parado, dois deles sem poder colocar o pé no chão'', lembra.
''Todos me apoiaram, me visitaram no hospital, em casa. O Marco Aurélio (supervisor de futebol do São Paulo) disse: 'Estamos com você''', agradece Dill, ao lembrar do tempo em que ficou parado.
E o jejum de gols não significa falta de trabalho. Pelo contrário, é motivo de maior empenho. Enquanto os jogadores deixam os treinos rapidamente, normalmente no fim da tarde, Dill procura aprimorar a finalização até à noite. ''É um exemplo de profissional, torço muito por ele'', afirma Reinaldo, artilheiro do São Paulo na temporada, com 28 gols total e nove só no Brasileiro.

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