São Paulo - Um ano de estudos e muitas críticas sobre a Curva do Café chegam ao fim nesta quarta-feira. A SPTuris (São Paulo Turismo), administradora do autódromo de Interlagos, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras e a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), anunciam ontem a reforma do local, que terminará antes do GP do Brasil de F-1, em novembro.
A mudança na curva 14 se deve às três mortes registradas no local em quatro anos - Gustavo Sonderman (Copa Montana) e João Lisboa (em aula de moto), em 2011, Rafael Sperafico (Stock Light), em 2007 - para aumentar a segurança para categorias que não possuem todo o aparato técnico que a Fórmula 1 tem.
O trecho, que na prática não exige que se vire o volante para passar por ele, é de alta velocidade (mais de 200 km/h na F-1) e no ponto mais alto da subida, com o muro muito próximo da pista, o que lhe torna cego para quem vem atrás.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) participou da elaboração, com o diretor de corridas da F-1 Charlie Whiting fazendo uma visita ao local há um ano. O local deve ganhar uma área de escape, com o muro e a cerca de proteção sendo recuados, e uma parte da arquibancada seria demolida.
Na F-1, um dos acidentes mais espetaculares em Interlagos aconteceu lá na Curva do Café, em 2003, quando o espanhol Fernando Alonso, então na Renault, atingiu destroços do então Jaguar do australiano Mark Webber. O bicampeão mundial precisou ser levado para o hospital por sentir tontura devido à desaceleração e seu carro ficou destruído.
Além da reforma na Curva do Café no autódromo de Interlagos, a SPTuris e a Prefeitura de São Paulo oficializaram a intenção de construir uma nova área de boxes, na reta oposta do circuito.

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