Dificuldade maior será na Serra do Cadeado
Edenilson Pinheiro da Rosa, irmão de Ezequiel, e o amigo Dirceu Correia de Lima irão num carro de apoio para auxiliar o paraatleta na viagem até Curitiba. Os custos da aventura estão sendo bancados por uma empresário curitibano. Ezequiel também tem o apoio do Colégio Santa Maria, onde trabalha como telefonista, e da Global Loterias, que doou a ele, há dois anos, a cadeira de rodas importada que utiliza nas competições o equipamento custou US$ 4,5 mil.
O trecho mais difícil que enfrentará será, certamente, na Serra do Cadeado, devido às subidas íngremes. ''Sei que será complicado, mas não descerei da cadeira um momento sequer. Vai demorar mais, porque só tenho força na mão esquerda (a direita é paralisada), mas garanto a você que chego lá'', assegurou o esportista.
Como a cadeira que utiliza tem um roda de apoio na frente, nas ladeiras ele pode soltá-la na ''banguela'' (chega a 65 km/h) sem o risco de cair para trás. Porém, nas horas em que precisa do freio só tem uma solução para parar a cadeira: colocar a mão nas rodas. Para isso, anda com duas luvas e uma bandagem de proteção.
''Parece estranho, mas já estou acostumado. Ando uns 40 quilômetros por dia lá em Curitiba e já fiz o trecho de Ponta Grossa a Curitiba pela rodovia, sem nenhum problema'', relatou. Nas ruas da capital, para evitar atropelamento, Ezequiel roda pelas canaletas do Expresso, por onde não trafegam carros e motos. O atleta é o atual recordista brasileiro nos 200m de pista, com o tempo de 32 segundos. (J.K.)





