O Colégio Londrinense/FEL/Sercomtel deixou os bichos-papões do futsal do Paraná para trás e surpreendeu ao chegar à semifinal da Série Ouro do Estadual. Com investimento bem inferior em relação a equipes tradicionais no Estado, o time de Londrina, ao melhor estilo mineirinho, foi superando etapas e adversários para consolidar sua melhor campanha até agora no torneio. Para tanto, uma peça do elenco foi fundamental. O pivô Diego, com seus gols, foi decisivo em muitos jogos, como na batalha de Marechal Cândido Rondon, quando marcou duas vezes, virando o placar em favor dos londrinenses e colocando o time na semifinal.
O jogador é só alegria. Aos 25 anos, vive a melhor fase da carreira, iniciada no extinto Banespa, de São Paulo. Com 25 gols, é o vice-artilheiro do Paranaense atrás do pivô Daniel Japonês, de Guarapuava, que marcou 28. O rival ainda não tem presença garantida nas semifinais e, se sua equipe não se classificar, abre espaço para o jogador do Colégio Londrinense ultrapassá-lo.
Diego, entretanto, não pensa em artilharia. Claro que seu objetivo é ser goleador máximo do torneio, mas seu foco, como ele mesmo garante, é ser campeão. ''O ideal é ser os dois (artilheiro e campeão), mas em primeiro lugar vem o título. Além de valorizar você, valoriza a equipe, a instituição'', apontou.
E o pivô sabe de sua importância para a equipe e promete continuar sendo decisivo. ''É minha melhor fase. Venho fazendo gols e conseguindo ajudar a equipe. É meu terceiro ano aqui, fazendo gols e amadurecendo. Sei que sou importante para o time e vejo que até os mais velhos me respeitam. Sei que preciso dar exemplo aos mais novos'', discursou o matador.
A importância do artilheiro na equipe é ressaltada pelo técnico Humberto Maccagnan Júnior. ''Evoluiu junto com a equipe e hoje é um atleta decisivo'', definiu.
Essa evolução de Diego muito se deve ao treinador. Quando chegou ao Colégio Londrinense, em 2008, o pivô chegou a reclamar que não tinha muitas folgas. ''Perguntei a ele se fazia tantos gols antes e ele disse que não. Mostrei a ele que tinha que treinar cada vez mais para melhorar'', relembrou Júnior. ''Lá em São Paulo, treinava menos, mas ele (o técnico) me mostrou que quanto mais treino, mais melhoro o desempenho'', completou Diego.
O assédio, obviamente, já é grande em cima dele. O jogador quer falar de contrato só depois do Paranaense. A preferência é de ficar. Antes de definir o futuro, ele quer saber do presente. Suspenso, não pega Maringá sábado, no encerramento da terceira fase. Melhor para ele, que se poupará para as semifinais.

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