Diego sem medo do La Bombonera
São Paulo - Diego Armando Maradona fez do La Bombonera um templo do futebol. Ali, sempre foi amado. Diego Fernando Latorre, que apareceu como seu sucessor e que nunca foi o que se esperava dele, também sempre foi aplaudido quando estava em casa. Hoje é diferente. É dia de um Diego ser vaiado no campo do Boca. E ele, Diego Ribas da Cunha, 18 anos completados em fevereiro, sabe disso e nem se importa.
''Para mim, é um sonho jogar em um estádio tão famoso, mas não vou sentir nada de diferente. É um jogo como qualquer outro. Vou ser vaiado, mas não ligo. Quero é jogar bem para que meu time possa vencer a partida e ser campeão'', afirma o camisa 10 do Santos.
Diego era para ser Diogo. O pai mudou de idéia às vésperas do nascimento, o que afasta qualquer possibilidade de que seu nome seja uma homenagem a Maradona. E Diego não mostra também uma simpatia especial pelo maior jogador argentino de todos os tempos. ''Todo mundo diz que ele jogava bem e é verdade, mas eu não procuro me espelhar nele. Tem muito jogador brasileiro com que me identifico mais'', revela o meia santista.
Alex e Ronaldinho Gaúcho são os exemplos citados por Diego. ''Jogo parecido com eles, é o mesmo estilo'', diz o jogador que, ao contrário de muitos analistas, não vê o seu futebol parecido com o dos argentinos. ''Na verdade, não acompanho muito o futebol dos argentinos para saber como é o estilo deles. Só sei que não vejo nada de muito especial. Para mim, o melhor futebol do mundo é o do Brasil e pronto'', afirma o jogador, uma das maiores revelações do futeobl brasileiro nos últimos anos. ''Se eles têm bons jogadores, nós temos melhores ainda. Tem gente que fala que eu pareço com os argentinos porque tenho toque curto e driblo, como o D'Alessandro e o Ortega, mas prefiro ser conhecido mesmo como um jogador brasileiro.''





