Pequim - Diego Hypólito inicia na madrugada deste sábado seu caminho em direção àquela que pode ser a medalha mais importante da história do esporte brasileiro em Jogos Olímpicos. Há décadas nomes com o de Aleksander Dityatin, Viktor Chukarin e Nikolai Andrianov tornavam a ginástica olímpica uma modalidade tão distante para os brasileiros quanto a própria União Soviética. Mas os títulos mundiais no solo conquistados por Diego e também por Daiane dos Santos fizeram competições como etapas da Copa do Mundo ganharem espaço na mídia.
''Sei da minha responsabilidade após os bons resultados que tive, mas vou encarar a Olimpíada como qualquer outra competição'', não se cansa de repetir o atleta, natural de Santo André, 22 anos e dois títulos mundiais, em 2005 e 2007. ''Não sinto pressão.''
Por causa de problemas na sua preparação - contraiu dengue e precisou se submeter a uma artroscopia no joelho direito em março, que o fez parar os treinamentos por quatro semanas - Diego vai concentrar suas forças apenas na disputa do solo. Ele vai fazer uma apresentação no salto apenas para ''sentir o clima'' do ginásio.
O brasileiro participa, a partir das 3 horas (de Brasília) de amanhã, das provas eliminatórias da ginástica, que classificarão os oito melhores para a final por aparelhos. A exemplo de Diego, outros favoritos, como o espanhol Gervasio Defer e o romeno Marian Dragulescu também vão competir em poucas provas.
Diego teve acompanhamento psicológico durante os meses que antecederam os Jogos. ''Me preparei para chegar aqui na China e não sentir a pressão, podendo, assim, desenvolver meu trabalho da melhor forma possível. Se não der medalha, fica para a próxima.''

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