Diego conquista espaço na seleção
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segunda-feira, 02 de junho de 2008
Agência Estado 
Boston - Quando Diego e Robinho surgiram no time do Santos, campeão brasileiro de 2002, muitos apostavam que o meia teria sucesso mais rápido na seleção brasileira que o atacante. A aposta não se confirmou. O vasto repertório de dribles de Robinho sempre se mostrou mais útil do que o ritmo cadenciado de Diego no meio-de-campo. E ainda havia Ronaldinho Gaúcho e Kaká, concorrentes de peso pela vaga de armador do time do técnico Dunga.
Mesmo assim, Diego nunca desistiu de repetir na seleção o brilho mostrado na Alemanha com o Werder Bremen - fez 18 gols e deu 14 assistências em 42 jogos na última temporada, chamando a atenção dos maiores clubes de Inglaterra, Itália e Espanha. E ele garante que ainda tem muita coisa a mostrar com a camisa do Brasil.
''Este gol contra o Canadá me trouxe mais confiança, tranquilidade e mais vontade de trabalhar. Espero que as coisas sejam ainda melhores nos próximos jogos'', disse Diego, que abriu o caminho da vitória brasileira - o Brasil fez 3 a 2 na seleção canadense.
Presente nas últimas dez convocações de Dunga, mas quase sempre como reserva, Diego sabe que esta é sua maior oportunidade de finalmente mostrar valor com a camisa 10 da seleção brasileira. Sem Kaká e Ronaldinho Gaúcho, ambos contundidos, e contando com a ajuda do amigo Robinho, ele tem tudo para ser novamente titular no amistoso contra a Venezuela, sexta-feira, em Boston, e também nos jogos contra Paraguai e Argentina, dias 15 e 18 de junho, pelas Eliminatórias da Copa.
Mais do que isso: como ainda tem só 23 anos, Diego é nome certo na lista dos jogadores que defenderão o Brasil na Olimpíada de Pequim, em agosto. Será um dos mais experientes do elenco, atrás apenas dos três jogadores que podem ser convocados acima da idade limite de 23 anos - provavelmente um goleiro (Julio Cesar), um zagueiro (Juan) e Robinho.
''Claro que eu quero muito jogar a Olimpíada, até porque já tive uma chance e não deu certo'', disse Diego, lembrando do fracasso no Pré-Olímpico de 2004, quando o Brasil chegou como favorito, mas não levou a vaga para os Jogos de Atenas.
Bem mais rodado agora, Diego vê os jogos contra Paraguai (dia 15, em Assunção) e Argentina (dia 18, em Belo Horizonte) como verdadeiras provas de fogo. ''O que a gente precisa fazer agora é recuperar a parte física para essas partidas'', afirmou o meia, mostrando maturidade. ''Estávamos havia dez dias parados (por causa das férias no futebol europeu), sem treinar, só dando uma corridinha aqui e outra ali até enfrentar o Canadá, um jogo duro, num campo não tão bom. Foi difícil, mas o saldo foi positivo.''


