Agência Estado
De Guadalajara
O goleiro Dida não está apenas se aprimorando em defender pênaltis como também está se tornando um verdadeiro herói para seus companheiros. Graças às suas defesas em três cobranças de pênalti contra o Brasil (diante do Chile e da Argentina na Copa América e anteontem contra os Estados Unidos, pela Copa das Confederações), Dida livrou João Carlos, Beto e, agora, Odvan de comprometerem o sucesso da seleção. Foram três defesas importantes em três pênaltis cometidos de maneira infantil pelos seus companheiros.
Dida está há quatro jogos sem tomar gols. Foram duas partidas na Copa América, contra o México e o Uruguai, mais duas na Copa das Confederações, diante de Alemanha e Estados Unidos. A tendência é aumentar ainda mais esta marca, uma vez que, apesar das falhas da defesa brasileira, o ataque da Nova Zelândia, adversário de hoje à noite, não assusta. ‘‘Sei que mais cedo ou mais tarde a bola vai entrar’’, afirma o goleiro. ‘‘Enquanto der para adiar isso, melhor para a seleção’’.
Com Dida, técnica e sorte parecem estar aliadas. Ele diz que procura manter muita concentração na hora da cobrança e tenta adivinhar o canto onde o batedor vai chutar para poder sair antes que a bola. ‘‘É importante sair primeiro para poder fazer a defesa com segurança’’, ensina o novo goleiro do Corinthians.

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