Dida passa o dia longe das badalações
São Paulo, 29 (AE)- A contusão no joelho direito de Dida, atingido pela chuteira de Raí após a defesa do segundo pênalti cobrado pelo atacante são paulino, não passou de um susto. Depois de passar a noite inteira fazendo tratamento com gelo, o goleiro amanheceu praticamente recuperado. O joelho não inchou como temia o médico Joaquim Grava, e isso significa que Dida joga a segunda partida contra o São Paulo, no domingo - confirmada para o Morumbi. "De preocupação, nem o corte no joelho", resumiu o médico corintiano.
Herói maior na vitória diante do São Paulo, Dida preferiu passar o dia longe das badalações. E recusou vários convites para participar de programas de rádio e de tevê. Decidido a fugir de todo e qualquer ti-ti-ti, até antecipou a sua consulta com o médico Joaquim Grava, frustrando pelo menos uma dúvida de fotógrafos e cinegrafistas que esperaram em vão a presença do goleiro corintiano às 18h30 no consultório do Itaim. "O Dida tinha um compromisso à noite e decidiu antecipar a sua consulta", justificou o assessor de imprensa Luciano Signorini.
Fora o médico corintiano, um dos poucos a falar com Dida hoje foi o seu treinador de goleiros, Paulo Cesar Gusmão. "O Dida é assim mesmo: é um cara especial. Qualquer um no lugar dele estaria curtindo o dia de herói, mas você nunca vai ver o Dida mudar o seu comportamento, independentemente da situação. Jamais ele perde a frieza, tanto faz se no dia anterior ele sofreu um pênalti ou se pegou dois pênaltis do Raí".
Essa frieza é também uma das razões, segundo PC, que estão transformando o goleiro do Corinthians e da Seleção Brasileira num verdadeiro especialista na arte de defender pênaltis. "Explicar como ele consegue pegar tantos pênaltis acho que seria impossível", diz Gusmão. "Mas eu não tenho dúvidas: a frieza do Dida debaixo das traves transfere a responsabilidade para o atacante. Até o Raí deve ter sentido isso no segundo pênalti".





