Rio, 13 (AE) - Intuição? Grande estatura? Reflexo? O que leva o goleiro Dida, do Corinthians, a ser temido pelos jogadores do Vasco, adversários de amanhã na decisão do Mundial de Clubes, em uma possível disputa de pênaltis, caso a partida e a prorrogação terminem empatadas?
Todos estes ingredientes ajudam o goleiro em seu desempenho nesta função, afinal ele defendeu as últimas quatro penalidades marcadas contra o Corinthians (uma contra o Guarani, duas contra o São Paulo, ainda pelo Campeonato Brasileiro) e outra diante do Real Madrid). Mas uma o número 1 também da seleção brasileira "guarda a sete chaves".
Valdir de Morais, auxiliar técnico de Oswaldo de Oliveira e ex-goleiro do Palmeiras e da seleção brasileira, revela: "Ele estuda muito bem os adversários; sabe como os principais jogadores batem pênalti, assistindo aos teipes."
Três dias antes das partidas decisivas, Dida prefere não conversar com a imprensa. Usa este tempo para se concentrar. "É o momento para gravar todos os lances na cabeça e colocar em prática em fração de segundos", afirmou Valdir, que destaca a flexibilidade como a grande aliada do goleiro. "Com aquela altura (1,98 metro) e acertando o canto da cobrança, fica quase impossível ele não pegar o pênalti", disse. "O gol torna-se pequeno para qualquer atacante."
Valdir disse que os chutes a meia altura são favoráveis à defesa do goleiro. Em contrapartida, os disparos rasteiros ou no alto tornam-se praticamente indefensáveis. "Mas também são mais difíceis de serem realizados pelo atacante; a possibilidade de erro é muito grande e é preciso estar psicologicamente muito bem equilibrado diante de 100 mil pessoas para conseguir êxito."
O zagueiro corintiano Fábio Luciano aproveita a situação para brincar com seus colegas vascaínos. "Não gostaria de estar na pele deles na hora de cobrar um pênalti contra o Dida." Edmundo
que ao lado de Romário divide as responsabilidades ofensivas do time do Vasco, faz uma análise do que é enfrentar o companheiro de seleção. "Contra qualquer goleiro o atacante tem 50% de chance; com Dida, cai para 20%."

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