Dida deve fazer a sua despedida do Corinthians contra o Brasiliense. Por mais que o técnico Carlos Alberto Parreira insista para que a diretoria mantenha o goleiro pelo menos até o final do ano, as chances são mínimas. O grande obstáculo é o salário do jogador: R$ 240 mil mensais.
Além disso, o próprio Dida ainda sonha em vencer no futebol europeu. Ele quer apagar a má impressão deixada em sua primeira passagem pelo Milan, em 2000, quando acabou repassado para o futebol suiço e viu até o seu lugar na seleção brasileira ameaçado.
Envolvido só na conquista de mais um título pelo Corinthians, ontem também Dida não quis falar sobre o seu futuro. Repetindo o mesmo discurso da semana passada, o goleiro corintiano se limitou a falar só sobre o jogo contra o Brasiliense. ‘‘No momento, estou concentrado apenas em ajudar os meus companheiros a ganhar mais esse título para o Corinthians’’.
Quanto ao futuro, Dida saiu com uma das suas, nada original: ‘‘O futuro só a Deus pertence’’. Ele não quis sequer dizer se está disposto a permanecer no Parque São Jorge. ‘‘Não é segredo para ninguém que eu gosto do Corinthians, que me sinto bem aqui. Mas, como eu disse, não vou falar sobre o futuro agora. Minha prioridade é a decisão da Copa do Brasil’’. De conclusivo, porém, só disse que seu contrato com o Corinthians vai até 30 de junho. E que ainda tem dois anos de contrato com o Milan.
De acordo com o técnico Carlos Alberto Parreira, a permanência de Dida seria fundamental para o futuro da equipe. ‘‘O Dida é mais do que um goleiro. É um exemplo de profissional. Seria muito importante para o Corinthians a sua permanência’’.
Qualquer que seja a decisão do goleiro, o Corinthians ficará sem Dida na disputa do supercampeonato Paulista. Dida embarca hoje à noite – ao lado do volante Vampeta – para se juntar à seleção brasileira. Terá a Copa do Mundo inteira para avaliar o seu futuro e escolher, entre o Corinthians e um futuro incerto no Milan.

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