embora não seja nada grave, a situação do goleiro preocupa: "Ele teve um trauma no joelho direito, houve um corte, mas só pegou a pele e não é preciso fazer sutura. Mas o que preocupa é que houve inchaço no local. É preciso pelo menos 24 horas para analisar melhor." A contusão só potencializa a condição de herói com que Dida saiu do Morumbi ontem. "Era o dia dele", disse o zagueiro Márcio Costa. "O cara mostrou que tem estrela, é campeão e pênalti é com ele mesmo", completou o meia Marcelinho, que levou o terceiro cartão e está fora do próximo jogo. "Infelizmente era a noite do Dida", lamentou o atacante Jaques, do São Paulo.Por Julio Cruz Neto São Paulo, 28 (AE) - Bater pênaltis contra o Corinthians nem sempre é um bom negócio. Raí que o diga. No emocionante clássico de hoje no Morumbi, o Corinthians só venceu o São Paulo porque Dida se encarregou de defender as duas cobranças do meia são-paulino - uma aos 17 e outra aos 47 do segundo tempo -, quando seu time já havia conquistado a vantagem de 3 a 2, resultado final do jogo. Os dois pênaltis batidos por Raí foram oportunidades perfeitas para Dida sair de campo como herói, pois como sempre o goleiro corintiano vinha falando bastante nas bolas altas - o São Paulo fez seu segundo gol numa jogada aérea, através de Edmílson, e por pouco não terminou o primeiro tempo em vantagem porque Dida não interceptou um cruzamento que estava ao seu alcance. Mas ninguém se lembra mais disso. E nem poderia mesmo criticar um goleiro que já defendeu pênaltis na Seleção Brasileira e pegou os três últimos cobrados contra o Corinthians - o primeiro deles foi na última quarta-feira, quando o zagueiro Marcelo Souza bateu pelo Guarani. Os outros dois, hoje, foram um em cada canto. Raí bateu o primeiro do seu lado direito e Dida pegou. No segundo, o são-paulino resolveu inverter, mas São Dida, seu carrasco foi buscar - uma ironia para Raí, que tantas vezes acabou com o Corinthians em jogos decisivos. Logo após a defesa do segundo pênalti, muito discutido, Raí, tentando recuperar o gol perdido, provocou um corte no joelho direito do goleiro do Corinthians, que deixou o campo. O veterano meia do São Paulo, que vinha crescendo de produção nos últimos jogos, contou como foi: "Corri para tentar pegar o rebote e acabei acertando o Dida." Joaquim Grava, médico do Corinthians, disse logo após o jogo que

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