Diário de um ônibus campeão
O ônibus número um, dos 15 que saíram de Curitiba para Jundiaí, na quinta-feira de manhã, com a torcida do Rexona, era o da terceira idade. Nele estavam, entre outros torcedores que sempre acompanharam o time do Rexona, a mãe da Valeska, Aida dos Santos e a mãe da Raquel, Maria da Glória Pelucci.
‘‘O que eu pedi de presente de Dia das Mães para a Raquel é o título da Superliga antecipado. Porque no domingo não quero ir ao Tarum㒒, dizia sorridente e confiante a mãe de Raquel, a jogadora que deu a vitória para o time do Rexona. Maria da Glória Pelluci não via a hora de ir para Jundiaí.
Às 11 da manhã saía a caravana paranaense rumo a São Paulo. Pouca bagagem, muita animação e uma certeza, o título da Superliga de vôlei Feminino vem para Curitiba. No ônibus onde alguns integrantes da imprensa paranaense estavam, a média de idade oscilava entre três e 40 anos.
Mas a maioria não tinha mais que 16. Cerca de 40 por cento dos passageiros daquele ônibus sequer tinham entrado no ginásio do Tarumã para assistir a um jogo do Rexona. Era o caso das seis alunas do Colégio Paulo Leminski, no Tarumã.
Andressa Veiga, 14 anos, Angela Bosolin, 15 anos, Cinara Melnik, 15 anos, Inara de Almeida, 15 anos, Gabriela Martins, 15 anos e Elise Adanoski de 16 anos esbanjaram vontade em ver o time paranaense em Jundiaí. Mas quando perguntadas sobre a escalação da equipe, só Elise sabia alguma coisa. As outras nunca haviam visto o time de Bernardinho jogar.
E ela estava certa. Assim como o namorado de Raquel que também embarcou neste ônibus. Confiante e aparentando um pequeno nervosismo antes da partida, Robson Eustáquio da Silva, 26 anos, namora Raquel há dois anos e meio. Eles se conheceram em Belo Horizonte, terra natal de Robson. MF

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