Dia seguinte ao título foi de festa
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de dezembro de 2006
Gilmar Agassi<BR>Reportagem Local 
O dia seguinte ao título da Liga Futsal Feminina ainda foi de festa e comemoração para o time da Unopar/Londrina/Grêmio/Sercomtel. Jogadoras e membros da comissão técnica foram homenageados pela reitoria da Unopar e depois participaram de um almoço de confraternização, que serviu também como despedida do elenco, já que várias atletas viajaram ainda ontem para suas cidades de origem.
Entre um assunto e outro era inevitável relembrar momentos importantes da final contra o Kindermann-SC. A vitória dramática, conquistada na prorrogação, ficará na mente de todas que participaram do confronto.
Uma das mais festejadas era a goleira Bianca, que deixou o banco de reservas para se transformar em heroína. Faltando pouco mais de um minuto para o final da prorrogação, ela defendeu uma penalidade cobrada por Ariane, artilheira do time catarinense. Eu esperava ajudar do banco de reservas, dando apoio ao time. Mas quando o árbitro marcou o pênalti, eu sabia que iria entrar. Quando vi que ela (Ariane) era destra, achei que ela chutaria no meu lado direito e foi o que aconteceu. Acho que foi minha intuição que ajudou, comentou.
Bianca ressaltou que não existe sentimentos negativos, como inveja ou ciúmes, entre as jogadoras, principalmente entre as goleiras Néia, a titular, e Glau, a outra reserva , que trabalham juntas diariamente. Nós somos muito unidas, uma ajuda a outra. Eu sempre treino forte para melhorar minha condição e para ajudar a Néia a continuar sempre melhorando, disse o talismã da Unopar.
Quem também não escondia sua felicidade era a fixo Nívia, autora do gol que deu a vitória ao time londrinense no tempo normal (1 a 0). Mesmo tendo como característica principal a marcação, Nívia era muito cobrada pela técnica Vanda Sanches para ajudar o time na parte ofensiva. Fico feliz em ter cumprido com o que a Vanda me pediu, frisou a atleta, que ontem à noite viajou com destino a Recife. Faz um ano que não vou para casa. Quando acabou o jogo eu liguei para minha família. Todos estavam torcendo por nós, completou.
Pênalti No momento que o árbitro assinalou o pênalti contra a Unopar, um filme nada agradável passou pela cabeça da capitã Jayne. Ela se lembrou dos títulos perdidos nos momentos finais das decisões. Não acreditei que aquilo voltasse a acontecer. A gente não merecia perder esse título. Trabalhamos muito durante o ano. Certamente, ninguém treinou mais do que nós.
Presente na equipe desde 1993, Jayne enfrentou, ao lado de Vanda, muitas dificuldades até chegar a esse momento. Sempre sonhei com o momento em que a torcida e a imprensa vissem o futsal feminino como algo profissional. Por muito tempo, tivemos que conviver com a desconfiança e o preconceito. Agora, acho que isso acabou, pontuou.
Para concluir, Jayne descartou a possibilidade de encerrar a carreira, agora, aos 38 anos. Já pensei nessa possibilidade, mas jogar futsal é minha grande paixão. Enquanto conseguir acompanhar o ritmo das outras meninas, vou continuar, prometeu.


