DIA DE JULGAMENTOS - Santos perde mais 3 mandos de jogo
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sábado, 27 de novembro de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O Santos foi novamente punido pela Justiça esportiva, com perda de mando de campo por três jogos. Desta vez, a decisão coube a 4 Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e decorreu de incidentes ocorridos na partida contra o Goiás, dia 14 de novembro, em Presidente Prudente (SP). Na quinta-feira, o clube santista havia perdido outros três mandos de campo, em sentença do tribunal pleno do STJD, por causa da 'falta de prevenção' para evitar distúrbio em confronto com o Corinthians, em 6 de outubro, na Vila Belmiro.
Se a punição de ontem da 4Comissão for confirmada em segunda instância, o Santos vai ter de cumprir a maior parte da pena no Campeonato Brasileiro de 2005: em quatro partidas terá de trocar a Vila Belmiro por um estádio a pelo menos 150 quilômetros da cidade de Santos.
Do total de seis jogos longe de casa que vai ter de disputar, dois já estão programados: contra Grêmio, dia 5, e com o Vasco, dia 19. A nova pena ao Santos foi motivo de polêmica no plenário da 4 Comissão. A defesa do clube alegou que o torcedor Claudemir Francisco fora detido logo após arremessar uma garrafa de refrigerante no gramado, em Presidente Prudente, e, por isso, pediu a absolvição do Santos.
Os auditores da comissão levaram em consideração o fato de o policiamento no estádio ter agido rapidamente para localizar e deter o torcedor. Já estavam decididos a livrar o Santos da punição, quando o presidente da comissão, Luiz Tavares Meyer, pediu a palavra para refazer seu voto.
Ele disse que acabara de ler, anexado ao processo, o boletim de ocorrência da polícia, em que o torcedor relatava ter também atirado em campo uma pedra de gelo. ''Sendo assim, eu responsabilizo o Santos por não ter impedido que alguém chegasse à arquibancada com uma pedra de gelo'', disse Meyer. Minutos depois de ter votado pela absolvição do clube, ele voltou atrás e se disse favorável a punição de perda de mando de campo por três partidas.
Além disso, aplicou multa de R$ 96 mil ao Santos. Os outros auditores, José Alberto Diniz e Juliana Siqueira, acompanharam o presidente da sessão. Devido a incidentes ao longo do atual Campeonato Brasileiro, o clube foi condenado ao todo a oito perdas de mando de campo. E recebeu multas no valor de R$ 226 mil.
Leão O técnico Émerson Leão, que estava ameaçado de ser suspenso de 120 a 720 dias, por ter saído da área técnica do Morumbi, durante partida do São Paulo contra o Figueirense, em Florianópolis, no último dia 30 (1 a 0 para time catarinense), foi absolvido pelos membros da 4 Comissão Disciplinar da CBF. Leão esteve na audiência e fez questão de participar da sua defesa.
São Caetano Será um equívoco se o STJD punir o São Caetano com a perda de pontos, por enquadrá-lo no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), em razão da morte do zagueiro Serginho. Essa é a posição de advogados especialistas em justiça desportiva consultados pela Agência Estado a respeito da nova polêmica jurídica no Campeonato Brasileiro. ''A condição médica ou clínica não tem ligação com condição desportiva'', aponta o advogado Heraldo Panhoca. ''Perante a CBF, no que diz respeito ao registro documental, o jogador tinha condições de atuar.''
O presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza e o médico Paulo Forte ainda não quiseram comentar o problema, mas o advogado do time do ABC, João Zanforlin, não poupou críticas ao STJD. ''É um absurdo querer tirar os pontos do clube por uma fatalidade'', disse. ''Nunca vi isso na esfera desportiva, tanto que considero uma atitude inconcebível.''
Zanforlin ainda não preparou a defesa do São Caetano, que só será elaborada quando receber a notificação o que deve ocorrer na próxima segunda-feira.


