São Paulo - Pela primeira vez desde 2001, o Brasil iniciará uma temporada da F-1 com quatro representantes no grid. O paulista Lucas di Grassi, 25, assinou contrato com a Virgin e estreará no GP do Bahrein, em 14 de março. Será o 30º piloto do país a correr na mais importante categoria do automobilismo.
Além dele, já estavam confirmados Felipe Massa, na Ferrari, Rubens Barrichello, na Williams, e Bruno Senna, na Campos. Um quinto brasileiro, um recorde para o país num início de temporada, ainda pode surgir: Nelsinho Piquet, que conversa com algumas equipes.
As negociações de Di Grassi com a equipe vinham desde o início de junho. Na ocasião, a FIA (entidade máxima do automobilismo) confirmou a estreia do time, ainda sob o nome Manor, para o próximo ano.
Contou a favor do brasileiro seu bom relacionamento com os chefes da equipe nos tempos da F-3. Em 2005, pela Manor, foi terceiro colocado no campeonato inglês e conquistou o GP de Macau, espécie de ''Mundial'' da categoria-escola.
Depois disso, Di Grassi conseguiu bons resultados na GP2. Em 2006, foi 17º colocado. Mas foi vice em 2007 e terceiro em 2008 e 2009. Paralelamente, atuou como piloto de testes da Renault e participou de um ''vestibular'' na antiga Honda vencido por Bruno Senna - com a mudança de comando do time, o teste acabou não tendo nenhum resultado prático.
Faltava, no entanto, atrair um patrocinador que abrisse de vez as portas na F-1, antiga praxe entre pilotos estreantes. E Di Grassi conseguiu nas últimas semanas, acertando contrato com a Unilever, multinacional de produtos alimentícios, de higiene e de limpeza.
Seu primeiro compromisso oficial pelo time será na próxima terça-feira, num evento de apresentação em Londres.
Além dele, estarão presentes o alemão Timo Glock, seu companheiro de equipe, e o magnata inglês Richard Branson, dono do grupo Virgin, que deixou de ser apenas um patrocinador da Brawn para comprar 20% da antiga Manor e batizá-la. O carro da Manor, como todos os estreantes, usará motor Cosworth.

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