O Apucarana Sports, que enfrentou o Londrina em jogo-treino na pré-temporada, quer subir “direto” após ser vice da Terceira Divisão
O Apucarana Sports, que enfrentou o Londrina em jogo-treino na pré-temporada, quer subir “direto” após ser vice da Terceira Divisão | Foto: Gustavo Oliveira/Londrina Esporte Clube/1º-03-2019

O Campeonato Paranaense da Divisão de Acesso começa neste domingo (7), com a promessa de muito equilíbrio e de disputa intensa entre os dez clubes para ver quem fica com as duas vagas na elite em 2020. O Norte do Paraná terá quatro representantes: PSTC, Nacional, Rolândia e Apucarana Sports. Além deles, disputam a competição o Paranavaí, Batel de Guarapuava, Iraty, União de Francisco Beltrão, Prudentópolis e Independente de São José dos Pinhais.

O regulamento é parecido com o do último ano. As equipes se enfrentam em turno único na primeira fase e as oito melhores avançam. Os dois últimos serão rebaixados. Na segunda fase, as equipes serão divididas em dois grupos e os dois melhores avançam para as semifinais. Em 2018, apenas o campeão de cada chave seguia na competição.

A opinião geral é que nesta temporada não existe um clube com poder de investimento tão acima dos demais, como ocorreu no ano passado com o Operário. “Todos já sabiam que uma das vagas seria do Operário. Agora vejo que todos estão muito motivados e querendo subir. Todos os clubes estão no mesmo patamar financeiro e a tendência é a competição ser muito difícil”, apontou o gerente de futebol do PSTC, Renato Davis.

Depois de jogar a primeira divisão em 2016 e 2017, ano em que foi rebaixado, o clube londrinense quer voltar nesta temporada. Para isso, aposta mais uma vez no trabalho do técnico Reginaldo Vital, que comanda a equipe desde 2015, e em uma equipe jovem completada com alguns jogadores experientes.

“O nosso objetivo é subir. Temos um grupo de 17 jogadores sub-23 e agora estamos buscando seis atletas mais experientes e que estavam jogando na primeira divisão”, frisou Davis. “Com isso, vamos suprir algumas carências do elenco e encorpar o time.”

O PSTC vai continuar mandando as suas partidas no estádio Ubirajara Medeiros, em Cornélio Procópio, mas, diferentemente dos últimos anos, o time ficará concentrando e treinando no CT do clube em Londrina. “Vamos tentar esta estratégia, até como uma forma de deixar a equipe mais focada na competição”, argumentou o gerente. O PSTC estreia no domingo às 15h30, contra o Apucarana Sports, em Cornélio.

O time da Cidade Alta foi vice-campeão da Terceira Divisão em 2018 e acredita em um novo acesso. O presidente Douglas Rodrigues ressaltou o trabalho que vem sendo feito pela nova administração desde o ano passado, com o planejamento da equipe e a reestruturação financeira e administrativa do clube. “Temos um time com vários jovens, mas também atletas experientes. O nosso trabalho é para buscarmos mais um acesso. Difícil falar em favorito. O campeonato será muito igual”, afirmou.

O Apucarana Sports será comandado pelo técnico Índio Ferreira, que no ano passado dirigiu o Nacional, algoz do Apucarana na decisão da Terceirona. Em razão da confusão entre torcedores na final de 2018, o Apucarana perdeu dois mandos de campo e por isso jogará as quatro primeiras partidas fora de casa. “Estamos tentando reverter esta punição na Justiça e acreditamos que vamos conseguir”, revelou o dirigente.

A primeira rodada da Divisão de Acesso terá ainda os seguintes confrontos: Independente x Nacional, em São José dos Pinhais, Paranavaí x Batel, União x Iraty, em Francisco Beltrão, e Prudentópolis x Rolândia.

Rolândia dividida na Segundona

Vai ter dérbi na Divisão de Acesso deste ano, já que dois clubes de Rolândia marcarão presença na competição. NAC (Nacional Atlético Clube) e REC (Rolândia Esporte Clube) representarão a “terra de Roland” a partir deste domingo.

O presidente do Nacional, José Danilson, afirmou que a equipe faz os preparativos finais para a estreia. “Estamos com 18 atletas registrados. A expectativa é de fazer uma boa campanha. O objetivo é o acesso, mas esperamos que o desempenho seja igual ao de 2018”, projetou o presidente. O NAC foi campeão da Terceira Divisão no ano passado, vencendo o Apucarana Sports na final, e com isso conseguiu subir para a Divisão de Acesso deste ano.

O Guerreiro do Norte havia subido em 2014 para a elite do Paranaense, no entanto, foi rebaixado com o Prudentópolis após disputar o Torneio da Morte no ano seguinte. Depois de sofrer o revés, a diretoria do time pediu licença de um ano das competições estaduais. Como não disputou a Segundona, foi rebaixado automaticamente para a Terceira Divisão. A equipe só conseguiu participar da Terceirona novamente depois de entrar com ação judicial contra a FPF (Federação Paranaense de Futebol).

“Nossa equipe é bem jovem e rápida. Acredito que, pelo que está se desenhando, nosso time terá um bom desempenho”, destacou o presidente do clube. O técnico do Nacional é Vavilson José dos Santos, 50 anos, que esteve à frente do Apucarana Sports na Terceira Divisão no ano passado. “Procuramos um técnico que trabalhasse dentro da filosofia que o clube quer implantar”, explicou Danilson.

O dirigente também acredita numa disputa difícil pelo acesso este ano. “Pelo que a gente tem acompanhado (dos outros times), a briga para as duas vagas na primeira divisão vai ser bem equilibrada”, apontou o presidente do NAC.

O outro time da cidade, o REC, terá no comando o experiente técnico Claudemir Sturion, vice da primeira divisão em 2014 com o Maringá. “Nossa equipe é jovem, mas pelo que vi nos amistosos está se comportando muito bem. Jogamos quatro partidas na pré-temporada. Perdemos para o Londrina por 2 a 0 e para o Cianorte por 1 a 0, e vencemos o PSTC por 2 a 1 e 1 a 0. Mas preparação é uma coisa e campeonato é outra coisa bem diferente”, destacou o treinador. “Pela minha experiência, com essa equipe é difícil conseguir o acesso. Hoje precisaríamos de pelo menos mais quatro contratações de jogadores mais experientes”, avaliou Sturion.

O treinador relatou que o elenco tem apenas três remanescentes da temporada passada. “Os demais jogadores são todos novos. Fizemos parcerias com outros times. Do Oeste, de Barueri (SP), vieram quatro jogadores; do Cianorte, vieram dois; e do Foz do Iguaçu e do Maringá, um cada. Além disso, tem um jogador que veio por meio de um empresário que atuou no FC Cascavel”, contabilizou Sturion.

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