Deu a louca no Tubarão
Deu a louca no Tubarão. Até o ano passado, o que mais a torcida reclamava era contra a ruindade dos atacantes do Londrina. Com razão. Vestiram a camisa nove alviceleste cada ''atreta'' que não seria convidado nem para os solteiros e casados no campo da Água das Abóboras. É óbvio que não era apenas culpa dos atacantes. Tinha culpa também os homens que os contrataram e os esquemas táticos covardes usados na época, o famoso 1-10. Um no gol e 10 dentro da própria área defendendo o goleiro.
A safra de gols está tão boa no Brasileiro da Série B que nos últimos três jogos no Estádio do Café, o time balançou a rede 11 vezes. É uma festa para a torcida. Melhor do que os gols é o fato de que o Londrina parece ter assimilado uma forma ofensiva de jogar, sem medo, sem covardia.
O reflexo da nova fase pode ser visto nas ruas. Segunda-feira é sempre um bom termômetro para medir o astral do torcedor. Ontem, muitas pessoas estavam usando a camisa do time, com orgulho, por toda a cidade.
O torcedor realmente começa a acreditar que é possível ir longe com Paraguaio, Marcelo Silva, Fumaça, Valdeir e companhia. O próximo passo deve ser apoiar o time em campo. A média de público no Café ainda é ridícula. É menor do que no Paranaense. No domingo havia menos de 2 mil pagantes. O time reagiu, agora falta o público.
- A informação negativa da semana fica por conta de alguns integrantes de uma das torcidas organizadas do Londrina, a Falange Azul. Dias atrás, no tradicional Bar Brasil, alguns dos integrantes da Falange insistiam em provocar um torcedor do Santos que assistia a partida do seu time contra o Independiente. Vestidos com a camisa da torcida organizada, fizeram de tudo para brigar com o santista. O argumento dos valentões: em Londrina ninguém pode torcer para outro time a não ser para o Tubarão. Típica atitude de pessoas que não sabem conviver com opiniões divergentes. Pior do que isso, depõem contra a Falange que é composta, em sua maioria, por torcedores democráticos.
- O primeiro tempo do São Paulo contra o Bahia parecia jogo-treino. Defesa contra o ataque. Foi um show de gols perdidos. O goleiro Roger quase não teve trabalho algum. Como quem não faz toma, a velha máxima voltou a funcionar com precisão. O Bahia beliscou duas vezes e apimentou a vida do São Paulo.
- Há um grupo de são-paulinos que tem absoluta certeza de que Ricardinho continua corintiano. O jogador está longe de ser o meia criativo que era quando estava com a camisa do Timão. Por enquanto, a única coisa que ele parece ter melhorado é a conta bancária.
- E o Corinthians, cada vez mais freguês do Azulão.





