Stuttgart - Dinheiro é importante, mas não é tudo. Em mais um capítulo da novela ''O destino de Felipão'', que Portugal acompanha com interesse nos últimos tempos, Luiz Felipe Scolari mais uma vez acenou ontem com a possibilidade de continuar dirigindo a seleção nacional. Como também disse que teria muito orgulho em voltar a treinar o Brasil, embora seu coração esteja voltado para a terrinha d'além mar, onde se sente tão bem.
Ontem, numa entrevista em que deveria ter falado do jogo com a Alemanha, Felipão passou a maior parte do tempo driblando perguntas sobre seu futuro e tentando escapar da guerra de notícias travada pelos principais jornais de Portugal. Fique ou saia, uma coisa é certa: até a semana que vem, ninguém vai ouvir do treinador uma palavra decisiva sobe o último capítulo dessa novela. ''Claro que pode ser meu último jogo por Portugal. Desta Copa. Depois, não sei''.
Felipão mais uma vez não quis falar sobre futuro. Mas era insistentemente fustigado para abordar o assunto. E repetia o que já falara inúmeras vezes na Alemanha. ''Já disse 150 vezes que gosto de Portugal, me sinto bem em Portugal, lá tenho o que preciso, bermudas e sol. O povo gosta de mim. Mas só vou decidir meu futuro após o Mundial. Meu foco hoje é a disputa pelo terceiro lugar''.
Quando falou do jogo, Felipão elogiou Klinsmann e a renovação que o treinador fez na seleçã alemã. Disse que na partida de hoje Portugal não sofrerá pressão emocional porque se sente em casa, garantindo que vai ser uma partida entre amigos. Quando lhe perguntaram quais os jogadores de Klinsmann ele gostava mais, outra gracinha em espanhol, que arrancou risadas na sala. ''A mi no me gustan los hombres. Mas Klinsmann fez uma boa renovação no aspecto técnico e coletivo. É um grande treinador que merece o nosso respeito''. (Agência O Globo)

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