Destaques da história do clube cobram reestruturação geral
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segunda-feira, 20 de abril de 1998
Claudemir Scalone 
Arquivo FolhaGarcia: É humilhanteUm dia depois da queda do Londrina para segunda divisão, a Cidade tenta encontrar os motivos que levaram o time ao pior desempenho em seus 42 anos de disputa do Campeonato Paranaense. A Folha ouviu algumas pessoas que fizeram a história do clube. A maioria culpa as más-administrações pela queda do Tubarão, prega a saída da Sociedade Amigos do Londrina (SAL) e a reestruturação geral do clube sob o comando do prefeito Antônio Belinati.
Carlos Antônio Franchello, 73 anos de idade, 17 deles à frente do Londrina. Participou do título de campeão estadual de 1962 e levou o clube à histórica quarta colocação do Brasileiro de 1997: Estou de luto, chorando por dentro. As últimas administrações dilapidaram o Londrina. Os dirigentes não eram do ramo e não tinham amor ao clube, muitos ganhando comissão de empresários para contratar jogadores. A SAL enterrou o clube. Só falta eles encomendarem a missa de sétimo dia. Agora, está nas mãos do Belinati e dos vereadores.
Márcio Alcântara, 36 anos, ex-jogador e técnico do clube, campeão estadual em 1981 e 1992: A culpa é das administrações incompetentes dos últimos anos. Os dirigentes não são do ramo e usam o Londrina para se promover. Ficou tudo na base das promessas. As pessoas não vão colaborar com quem não entende de futebol. É preciso mudar os dirigentes, reorganizar tudo desde as categorias de base.
João Paulo Reeberg, 60 anos, ex-jogador e técnico, campeão estudual em 1962: Faltou gente capacitada para dirigir o clube. Futebol tem que ser tocado por profissionais de confiança e honestos. A SAL foi útil no passado, mas quando o time cai é falta de competência. A solução é o prefeito chamar pessoas capacitadas para dirigir o clube.
Hélio Miguel (Neneca), 50 anos, ex-goleiro e atual preparador de goleiros, campeão estadual em 1981: Perdemos pontos importantes dentro de casa e isso atrapalhou. A equipe precisava ter sido reforçada no início do returno. Agora, é preciso pensar em ser campeão do Brasileiro da Série B para dar uma alegria à torcida e entrar com moral no regional de 99.
Carlos Alberto Garcia, 44 anos, ex-jogador, um dos maiores ídodos do clube e campeão estadual em 1981: Houve má administração e dinheiro gasto em contratações erradas. A SAL tem que ver que faliu e sair. Se continuar vai levar o time para a terceira divisão do Brasileiro. É humilhante, foi um dos dias mais tristes pra mim. O Belinati tem que pegar (o clube) e entregar a empresários que tenham credibilidade.


