Johannesburgo - O goleiro Kingson, um dos principais responsáveis por garantir a classificação de Gana, é um atleta que costuma brilhar só com a camisa da seleção. E sempre a cada dois anos. Ele foi bem na Copa de 2006, na Copa Africana de 2008 e 2010, e agora neste Mundial.
Entre um torneio ou outro, amarga o banco no Wigan como terceiro goleiro. ''Eu trabalho duro nos treinamentos, mas sei que é uma situação complicada'', disse o jogador, que atuou apenas uma vez pelo clube nesta temporada.
Quando foi a campo pelo Birmingham, ele foi muito criticado pelo então proprietário David Sullivan. No Wigan, entrou neste ano apenas contra o Portsmouth, falhou e recebeu mais críticas. ''No meu país eu tenho uma boa reputação'', explicou. Mas por não se firmar no time, os ingleses o liberaram, e ele atualmente está sem clube. ''Não quero pensar nisso neste momento'', avisou, tentando manter a concentração na Copa.
Religioso, ele puxa as orações dos jogadores antes das partidas e mantém a mesma fé para projetar o futuro da única seleção do continente africano que ainda sobrevive no Mundial. ''Estaremos nas semifinais'', garantir, sem titubear.
Dúvidas
O meia Muntari acredita que poderá ser titular contra o Uruguai. Com a suspensão de Dede Ayew, ele pode ganhar uma chance. ''Quero ir em frente na competição para fazer toda a África feliz.'' Kevin-Prince Boateng foi liberado ontem pelos médicos, mas a situação do artilheiro Gyan ainda preocupa.

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