Destaque da seleção de basquete reverencia Oscar Rodrigo Mattos
Rio, 10 (AE) - Destaque da seleção brasileira de basquete campeã do Pan-Americano de Winnipeg, o ala Rogério usou nessa competição a mesma camisa 14 que consagrou Oscar, hoje no Flamengo e seu futuro adversário no Campeonato do Rio. O ala foi decisivo na vitória brasileira na final contra os norte-americanos, os mesmos derrotados pelos arremessos de Oscar no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987. "É uma honra vestir a mesma camisa de um grande craque", declarou Rogério, que assumiu a camisa 14 quando Oscar se afastou da seleção.
Além do número e do adversário na final, os dois jogadores têm mais pontos em comum. Ambos arremessam bem de qualquer ponto da quadra e, por isso, foram cestinhas nos times por onde passaram, Oscar é o maior cestinha da história da seleção brasileira e Rogério foi quem mais pontuou em campeonatos nacionais. A posição é a mesma, ala, e a altura dos dois é quase idêntica: Oscar tem 2,04 metros e Rogério, 2m.
Com 28 anos, Rogério afirmou que todos os jogadores da seleção lembravam da conquista do Pan de 87. "Tínhamos as imagens de Indianápolis na cabeça", comentou. Ele destacou que os atletas atuais estavam precisando de uma vitória como a de domingo, pois estavam desacreditados. "Essa foi a nossa vitória", exaltou. "Não quero fazer comparações entre as duas gerações." Apesar de não fazer analogias entre as equipes, Rogério deixou escapar que o time de hoje marca melhor.
Segundo o jogador, o principal responsável por isso é o técnico Hélio Rubens, que dá muita importância ao treinamento da defesa. "O ataque em conjunto também é um ponto forte", disse. "Isso é possível graças ao entrosamento, desde o infanto-juvenil, quando já jogávamos juntos." Depois da conquista em Winnipeg, Rogério agora vai preparar-se para jogar o Campeonato Estadual do Rio pelo Vasco. E, nessa competição, terá pela frente Oscar.
Sobre o confronto, Rogério foge da polêmica e prefere elogiar a iniciativa dos clubes cariocas de montar equipes fortes de basquete. "A vinda do Oscar e dos outros jogadores será muito boa para o basquete carioca e nacional", observou. Ele prevê que as partidas entre Flamengo e Vasco serão clássicos bem equilibrados.





