Destaque brasileiro é estréia da dupla de ataque Élber-Amoroso
Apesar de desfalcada de seus principais jogadores, a estréia da dupla de ataque Amoroso e Élber é a grande novidade da Seleção Brasileira para o partida desta noite, com a Rússia, no Estádio Castelão, em Fortaleza.
Muito prazer, tenho muito que aprender com você. Foram essas as palavras de Amoroso ao companheiro de ataque assim que se encontraram pela primeira vez, na segunda-feira, no hotel onde a seleção está hospedada.
Os dois nunca se enfrentaram na Europa - Amoroso joga há três anos pela Udinese, da Itália, e Élber, há sete anos pelo Bayern de Munique, da Alemanha. Ele é inteligente e bom finalizador, retribuiu Élber, ansioso por sua estréia no País pela seleção. O craque atuou cinco vezes com a camisa do Brasil, em partidas disputadas na Europa e nos Estados Unidos.
Élber está pela segunda vez em Fortaleza e guarda ótimas recordações de quando conheceu a cidade, em 1994. Passei a lua de mel aqui e a única coisa que me preocupa é o calor. Ele deixou Munique no domingo, debaixo de neve. Ontem, a temperatura na capital atingiu pico de 37 graus. Seu estilo de jogo é definido pelo técnico Wanderley Luxemburgo como objetivo e eficiente.
Élber prefere atuar no ataque como pivô. De vez em quando, gosto também de cair pelas laterais para cruzar, contou.
Amoroso volta à seleção depois de um longo período afastado. Ele era o número 1 de Zagallo em 95. Chegou a participar durante 30 minutos de um amistoso contra a Honduras, em Goiânia, em abril de 95, antes de sofrer séria lesão no joelho esquerdo. Foi submetido a uma cirurgia, passou nove meses sem jogar e jamais foi lembrado por Zagallo. Como surgiram grandes craques para o meio, como Rivaldo, Juninho, Giovanni e Denílson, achei mesmo que seria muito difícil ser convocado de novo.
Amoroso e Élber trocam elogios e são diplomáticos quando falam um do outro. Mas ambos são bem mais enfáticos ao citar Ronaldinho. Se um dia eu vier a jogar ao lado do Ronaldinho, eu vou me sentir realizado, observou Amoroso. Para ele, Ronaldinho, em condições físicas ideais, é insuperável. Pode botar três para marcá-lo, que não adianta. Élber também é admirador do craque da Internazionale. As arrancadas dele do meio-de-campo com a bola nos pés é genial.
A dupla de ataque do Brasil não terá somente funções ofensivas. Eles vão ter de marcar os adversários, assim como o Rivaldo e o Denílson, ordenou Luxemburgo, frustrado por não ter visto em Fortaleza teipes de jogos da Rússia. As fitas eram de um sistema europeu, não adaptável no Brasil.Mesmo assim, o técnico garantiu ter informações sobre a seleção russa. Eles devem vir cautelosos, buscando o contra-ataque, até por causa do forte calor em Fortaleza.Agência EstadoGol de letraAmoroso e Elber são homenageados por repentista no Ceará: amistoso de hoje é o último da seleção em 98Agência Estado





