Dortmund - A primeira participação do Togo em uma Copa do Mundo vai ficar marcada não por ter surpreendido alguma grande seleção, ou mesmo pela simpatia. A seleção togolesa já está marcada pela mais completa desorganização e, por muito pouco, não protagoniza o primeiro WO da história dos Mundiais, no jogo de hoje, às 10 horas, contra a Suíça.
  Há três meses discutindo o valor da premiação, os jogadores parecem capazes até mesmo de abandonar a Copa caso não cheguem a um acordo. E isso quase aconteceu, ontem, quando os atletas se recusaram a entrar no ônibus que os levariam para Dortmund.
  O impasse com os dirigentes parece não ter fim. Antes da partida de estréia contra a Coréia, em que Togo foi derrotado por 2 a 1, os jogadores ameaçaram fazer uma greve e o treinador alemão Otto Pfister chegou a entregar o cargo. No entanto ele voltou atrás a pedido dos jogadores.
  O mesmo Pfister, ontem, foi porta-voz do grupo: ‘‘Acredito que encontramos uma solução, mas não sei qual é e não quero saber’’, disse, confirmando a presença da equipe em campo.
  Assim como o Togo, a Suíça, que estreou com um empate sem gols contra a França, precisa vencer. Para isso o técnico Jakob Kuhn aposta na dupla de ataque, formada por Frei e Gygax.


TOGO
Agassa; Nibombe, Toure, Tchangai e Agboh; Dossevi, Toure-Maman, Romao e Coubadja; Forson e Adebayor. Técnico: Otto Pfister

SUÍÇA
Zuberbuehler; Magnin, Senderos, Mueller e Degen; Wicky, Vogel, Cabanas e Barnetta; Frei e Streller. Técnico: Koebi Kuhn

Árbitro: Carlos Amarilla (PAR)
Estádio: Westfalenstadion, em Dortmund
Horário: 10 horas

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