DESJEJUM!
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segunda-feira, 20 de abril de 2015
ROBERTO ASSAF<br>[email protected] 
O Vasco soube enfim aproveitar o que o Flamengo considerou que fosse vantagem, recuando demais no princípio da etapa derradeira, permitindo que o adversário marcasse o gol que lhe deu a vaga na decisão do Estadual, embora isto ocorra graças a um pênalti que não existiu. De todo jeito, um castigo para a covardia da equipe de Vanderlei Luxemburgo. Os cruzmaltinos encerraram também um período de três anos e 11 jogos sem vitória sobre o rival.
O Fla começou cauteloso, tentando se aproveitar do tal empate, mas o Vasco não criava o suficiente para ameaçar, à exceção das bolas levantadas na área rubro-negra, quando efetivamente ganhava todas na cabeça, mas com conclusões sem pontaria. Assim, aos poucos, o time da Gávea foi se soltando, tornando o duelo mais equilibrado, tanto que teve as duas melhores oportunidades da etapa inicial, com Everton, chutando livre por cima, e Alecsandro, que fez Martin Silva praticar defesa magistral. Na realidade, as duas equipes mostravam receio de arriscar demais, tomar gols e sair para o intervalo com a obrigação de construir um resultado próximo do impossível.
Para o tempo final, o Vasco trocou Marcinho por Dagoberto, para tornar o time mais ofensivo, e o Flamengo lançou Arthur Maia na vaga de um inoperante Luiz Antonio. O Rubro- Negro, porém, retornou excessivamente atrás, deixando o Vasco manobrar. Logo aos cinco minutos, Rafael Silva cabeceou, Paulo Victor defendeu, e os cruz-maltinos saíram comemorando. Sem a visão total, o árbitro e o auxiliar Rodrigo Figueiredo Corrêa preferiram não dar o gol. Na prática, nem a TV conseguiu provar se a bola entrou. Aos 15, no entanto, e ainda na dúvida sobre o lance anterior, Rodrigo Nunes de Sá equivocadamente assinalou pênalti de Wallace em Serginho, após bobeada de Márcio Araújo, que perdeu a bola e permitiu o contra-ataque. Gilberto cobrou e fez 1 a 0.
O Flamengo perdeu o rumo. Não conseguia acertar mais nada. Luxemburgo pôs Gabriel e Eduardo da Silva nos lugares de Everton e Marcelo Cirino. Curiosamente, o Vasco começou a se segurar. Martin Silva fez defesa espetacular, em voleio de Gabriel. De qualquer forma, o Rubro-Negro já estava desorganizado e passou a depender de uma jogada fortuita, que não aconteceu. Bastou ao Vasco aproveitar o desespero do rival para ir à decisão.



