‘‘O Ponta Grossa está com alguns problemas financeiros, que poderão inviabilizar sua participação no Campeonato Paranaense deste ano’’, disse ontem Antonio Mikulis, presidente do clube princesino. ‘‘O Londrina vai disputar a Segunda Divisão e não tem dinheiro para comprar a vaga do Ponta Grossa’’, explicou Antonio Amaral, presidente do Conselho Deliberativo do Londrina, ontem. Em Ponta Grossa, a imprensa diz que o ‘discurso’ é outro. Célio Guergoletto, que até poucos dias era o coordenador-geral do Tubarão, afirmou que, se fosse confirmada a presença do seu grupo à frente do futebol profissional, ‘‘o Londrina teria interesse em ficar com a vaga do Ponta Grossa’’. Mas isso foi dito em novembro, quando houve o primeiro contato entre os dirigentes dos dois clubes.
Mikulis explicou ontem que fez uma proposta ao prefeito de Ponta Grossa, Jocelito Canto, e que aguarda uma resposta. ‘‘Se ele não der ajuda, vamos à Associação Comercial expor os problemas, na esperança de conseguir apoio. Se não acontecer nada disso, não tenho nenhuma dúvida: o Ponta Grossa não vai disputar o Paranaense. Antonio Mikulis justificou dizendo que está ‘‘no clube há uns 20 anos, mesmo tendo ficado um período afastado. Acho que já dei uma enorme parcela ao clube e preciso me aposentar do futebol. Não dá mais para ficar bancando uma equipe com poucas pessoas’’. No caso de abandono, a vaga seria do Londrina, por direito.

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