Desfibrilador virou aparelho obrigatório
São Paulo - A morte de Serginho mexeu com jogadores, dirigentes e clubes. Os exames cardiológicos em início de ano ficaram mais rígidos, as ambulâncias passaram a ser obrigatórias nos campos e os desfibriladores, pouco utilizados há alguns anos, ganharam espaço.
O aparelho, que emite descarga elétrica para fazer o coração bater novamente no ritmo adequado e bombear o sangue, salvou vidas nos últimos anos. Um dos casos mais conhecidos foi o de Diogo, do Cruzeiro, em 2006. Durante um treino de sua equipe, na Toca da Raposa II, em Belo Horizonte, o volante, com 20 anos na época, sofreu parada cardíaca e caiu sem respiração, com o coração parado. Os médicos correram para socorrê-lo e conseguiram reanimá-lo com o uso do desfibrilador.
O atleta ficou internado por uma semana e depois se recuperou. Seu desejo era retomar a carreira profissional, apesar das recomendações contrárias dos médicos, mas não foi possível. Um ano depois, em um jogo com amigos, sofreu enfarte. Salvou-se, mas teve de abandonar definitivamente o sonho de se tornar um craque. (E.M/A.E.)





