DESENCANTOU
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 10 de junho de 2013
MAURO BETING<br>maurobeting@ lancenet.com. br 
O Brasil merecia melhor sorte no empate com os ingleses. Não merecia o placar dilatado na Arena do Grêmio contra os franceses: 3 a 0. Na média, passou. Mas ainda falta futebol. Entrosamento. Passes certos. Time. Muita coisa para enfrentar o pior grupo possível na primeira fase da Copa das Confederações.
A França não era a melhor possível. O Brasil foi muito pior nos primeiros 45 minutos. O time era praticamente o mesmo da ótima primeira etapa no Maracanã, contra a Inglaterra. Melhor com a entrada de Marcelo, pela lateral esquerda. Mas jogou pior que no segundo tempo preocupante no Rio. Se os primeiros 120 segundos foram bons, com duas boas oportunidades, depois a Seleção se perdeu perdendo quase todas as bolas erradas em passes dispersos. Se Felipão treinou muito bem o torcedor gaúcho para ter muita paciência com a Seleção, o time brasileiro não o ajudou. Entrou no ritmo de sono que embalou até o belo uniforme francês. Mais parecido com um pijama que os bleus que tanto atrapalharam o sono e o sonho brasileiros nas últimas Copas do Mundo.
Na segunda etapa, a Seleção melhorou, mantendo Hulk pela direita, Neymar pela esquerda, e Oscar mais centralizado, próximo a Fred. Abriu o placar em ótimo bote defensivo de Luiz Gustavo, que serviu Fred para armar o lance para Oscar, aos 9 minutos. Mantendo o padrão, Felipão sacou o artilheiro da tarde e armou um time diferente, com Fernando e Luiz Gustavo marcando, Paulinho liberado para ser o armador com Lucas e Neymar pelos cantos. Mas o fantasma do exsantista (tal qual Zidane) assustava o Brasil que pouco criava. E só
chegaria ao segundo gol aos 39, depois de contragolpe armado por Paulinho, que Hernanes definiu de canhota, depois de passe do sumido Neymar. Ainda teria o terceiro, de pênalti sofrido por Marcelo, bem convertido por Lucas, aos 47.
Foi demais pelo jogo. Ainda não é muito pelo que o Brasil precisa.




