Desempenho em provas motiva treinamento
Richards Moura, que já subiu duas vezes o Aconcágua, na Argentina, o ponto mais alto das Américas com quase 7 mil metros de altitude, e uma vez o Kilimanjaro, na Tanzânia, explica que o fato de disputar provas e conseguir ir bem a cada uma delas, é um fator motivacional para o treinamento. "As pessoas enxergam que dá mais qualidade aos treinamentos e, consequentemente, mais resultados. Com um número maior de corridas, ela se torna o fator principal para montar o treino, já que as pessoas têm o objetivo de treinar para aquela prova e por isso mantêm o foco", apontou.
Segundo ele, conforme o desempenho melhora, o vício é inevitável. "É um negócio tão viciante, tão empolgante, que é normal a pessoa chegar para treinar vindo do trabalho cansada, estressada, com cara feia e sair outra pessoa", afirmou.
A dentista Miriam Moroshima, de 36 anos, que o diga. Ela foi convencida por uma amiga a mergulhar no mundo das corridas pedestres. Faz um ano que começou, sempre com acompanhamento profissional, e não parou mais. Ela também participará da Rural Corre hoje, sua sétima prova. "Mudou tudo. É um bem estar muito grande. Chego aqui (no treino) e o astral é outro, uma alegria só, fico muito mais feliz. Eu fazi academia, mas as corridas são diferentes", disse a corredora que tem um sonho. "Um dia eu disputo a São Silvestre", contou.
Esse "vício" tem um culpado. É uma substância natural produzida pelo cérebro durante e depois de uma atividade física. "Já está comprovado cientificamente que tem a liberação de beta-endorfina (substância que gera uma sensação de prazer na hora da atividade física). Geralmente ela é sentida depois de um tempo de corrida, entre o sexto e oitavo quilômetro", afirmou Moura. "É aí que a corrida pega a pessoa e não sai mais. Ela vai viajar para onde for, Nova Iorque, Japão, mas vai levar o tênis e o shorts para correr", completou. (T.M.)





