Desconhecido, lateral é a grande surpresa da Itália
Berlim - Fabio Grosso, um desconhecido lateral-esquerdo do Palermo, próximo de completar 29 anos, que jogará a próxima temporada no Inter, se tornou a grande surpresa azzurra do Mundial-2006, ao ser o jogador-chave da Itália, principalmente após as vitórias sobre Austrália e Alemanha.
O gol marcado por ele aos 119 minutos da semifinal da Copa sobre a Alemanha, quando a prorrogação terminava, antes que Alessandro del Piero enterrasse de vez o sonho alemão aos 14 minutos da prorrogação, foi o segundo capítulo de Grosso no Mundial.
O primeiro também chegou no último minuto do tempo regulamentar da partida das oitavas-de-final contra a Austrália, quando mergulhou no chão após uma entrada de Tim Cahill e o árbitro espanhol Medina Cantalejo decretou o pênalti, convertido por Totti, que colocou a Itália nas quartas.
Estes dois fatos concretos foram importantes na trajetória da Itália neste Mundial. Após marcar o gol contra a Alemanha, Grosso comemorou como se estivesse possuído, com uma expressão no rosto que lembrava Marco Tardelli quando anotou um dos gols na final da Espanha-82, também contra a Alemanha.
O zagueiro romano começou em uma equipe amadora, o Renato Curi, onde era meio-campista, e chegou a marcar 47 gols em quatro temporadas. Em seguida foi contratado pelo Chieti, da Segunda Divisão, onde jogou por três anos, antes de assinar com o Perugia, onde permaneceu por outras três temporadas.
Nas duas últimas campanhas jogou pelo Palermo siciliano, mas suas boas atuações e sua convocação por Marcello Lippi lhe abriram as portas do Inter. ''Foi o técnico Serse Cosmi que me colocou pela primeira vez como lateral esquerdo, quando estava no Perugia em 2001. No início, no Chieti, jogava de meio-campista. Cosmi mudou minha vida para melhor'', afirma Fabio Grosso.
Lippi se baseou nesse passado como meio-campista para lançá-lo à frente em busca do gol salvador, que gerou um pênalti contra a Austrália e um gol sobre a Alemanha. ''Não foi fácil para nós quando a Copa do Mundo começou'', afirmou Grosso em referência ao escândalo por corrupção que sacode o futebol italiano. ''Havia muita pressão. Mas com todas estas dificuldades, encontramos mais força para enfrentar os adversários'', ressaltou o novo herói italiano. (France Presse)





