Dois londrinenses vão representar o Brasil no Campeonato Sul-Americano de Rúgbi Juvenil, na cidade de Santiago del Estero , na Argentina, entre 9 e 13 de setembro. O ponta Luis Guilherme Henriques e Marco Antonio Bussolo, que atua como segunda linha, foram aprovados na última seletiva, que definiu os 26 convocados para a seleção brasileira juvenil.
Bussolo explica que durante a Copa Cultura Inglesa de Rúgbi, que é considerado o brasileiro de seleções estaduais da modalidade, o desempenho dos quatro londrinenses que representavam a Seleção Paranaense chamou a atenção do técnico do time nacional Toto Camardon, que é argentino. ''No final do torneio saiu uma lista com 40 nomes e o nosso estava lá'', explica Bussolo.
No último final de semana, os jogadores estavam em Itu, no interior paulista, treinando com o restante do elenco. Segundo Henriques, outros quatro paranaenses estão no selecionado nacional. Três defendem Curitiba e outro joga no Maringá.
Além dos dois convocados para a seleção brasileira, o jogador de abertura Luiz Gustavo Debertolis e o segunda linha Gabriel Assis também, que são do time londrinense, fazem parte da seleção estadual. ''Eles gostaram dos jogadores porque nosso time ganhou de cidades que são pólo no rúbgi. Ficamos em terceiro, perdendo apenas o Vale do Paraíba e São Paulo (Capital)'', explica Assis.
Debertolis conta que o time local foi montado por um estudante universitário que jogava em times do interior paulista, como Marília e Garça. ''Só depois chegaram os londrinenses que formaram uma base'', explica. Em 2006, surgiu o primeiro campeonato chamado Londrina Rúgbi Cup. ''Nessa fase já tinha mais gente envolvida. Quem criou o campeonato foi um pessoal que estudava veterinária e ciências do esporte'', completa. No Paraná, hoje há seis equipes ativas.
Segundo esporte mais praticado no mundo, o rúgbi ainda é pouco conhecido no Brasil. Debertolis explica que existe um projeto de formação de jogadores, que consiste na montagem de times de categorias de base, com vistas na disputa dos jogos olímpicos, no Rio de Janeiro, em 2016.
''Como o esporte não é profissional em boa parte dos países ainda não existe jogadores com bons salários. Só em alguns países da Europa. O único jeito de praticar no Brasil é se financiando ou por meio do bolsa-atleta.''

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