'Desastre' abate seleção chilena
Osmani Costa
De Londrina
Depois da tragédia, a tristeza. O dia de ontem foi de inteira ressaca no Hotel do Lago, onde está hospedada a seleção do Chile, que na noite de quarta-feira foi goleada por 5 a 1 pela da Colômbia. Jogadores e comissão técnica tiveram o dia livre, mas poucos encontraram coragem para sair às compras ou para passeios.
Abatidos, os chilenos não acreditam que possa se concretizar a remota possibilidade de classificação para o quadrangular final do Torneio Pré-Olímpico. Para isto, a Colômbia teria que golear o Brasil por 5 a 0, no domingo, ou o Brasil vencer o adversário por diferença de sete gols. Não cremos neste tipo de milagre. Já assumimos que estamos desclassificados. Num jogo entre Brasil e Colômbia, nas circunstâncias deste torneio, é impossível que uma seleção vença por diferença de gols tão grande, afirmou na tarde de ontem o treinador do Chile, Hector Pinto.
Visivelmente constrangido pela goleada sofrida no jogo em que estreou no comando técnico da equipe substituiu Nelson Acosta, que voltara ao Chile na véspera , Pinto disse não ter conseguido encontrar explicações convincentes para a goleada sofrida diante da Colômbia. Faltou uma marcação mais forte no meio de campo. Alguns jogadores tiveram rendimento abaixo do normal. Outros não atenderam às orientações dadas. Mas nada justifica uma derrota tão desastrosa, ressaltou o treinador.
Ele também não concorda como acusa a imprensa de Santiago, capital chilena que a saída de Acosta tenha prejudicado de maneira tão forte a equipe. É difícil precisar que tipo de influência negativa poderia ter causado no grupo a viagem do Acosta, que já estava planejada havia muito tempo. As críticas que fazem são especulações. Conversei com alguns jogadores, e não senti neles este reflexo de sentimento de abandono que estão levantando, comentou Hector Pinto, lembrando que a seleção também havia jogado muito mal na vitória de 2 a 1 contra o Equador, quando Acosta ainda estava no comando do time em Londrina.
Acosta voltou ao Chile para preparar a seleção principal para um amistoso contra os Estados Unidos, o primeiro de uma série antes das eliminatórias sul-americana, em março, para a Copa do Mundo do Japão/Coréia de 2002. Ontem, os poucos jogadores que saíram dos quartos foram à piscina e à sala de Internet do hotel. Eles não quiseram falar com a imprensa e alguns pediram, inclusive, para não ser fotografados.
Além de Pinto, o treinador-auxiliar Roberto Alamos, da seleção sub-17, foi o único que deu entrevistas. Ele considerou um desastre inacreditável a forma como o Chile foi eliminado pela Colômbia. Empatamos com o Brasil, que teoricamente seria o adversário mais difícil do grupo. No último jogo, quando necessitávamos apenas de um empate, veio esta goleada inesperada. Perder faz parte do nosso trabalho. Não podemos enganar a torcida; a Colômbia jogou muito melhor, disse Alamos.
Programação Hoje, os jogadores do Chile voltam aos treinos em dois turnos, no campo do PSTC, em Cambé. Eles seguirão treinando até amanhã, para voltarem em forma aos seus clubes. No domingo, a delegação deve ir ao Estádio do Café assistir aos jogos da rodada final desta fase. A viagem de volta ao Chile está programada para segunda-feira.





