Trilhas, rios, montanhas e lama. Essas são apenas algumas das dificuldades que precisam ser superadas por pilotos e navegadores que participam da 12 edição do Transparaná, considerado a maior prova de raid do Brasil. Os carros chegaram em Londrina no final da tarde de ontem completando a sétima etapa da competição, que começou e terá seu término em Curitiba, amanhã, em um total de 1,6 mil quilômetros pelo Paraná. Hoje pela manhã, por volta das 7 horas, os competidores deixam Londrina com destino a Telêmaco Borba, no penúltimo dia de competição.
Criado e organizado pelo Jeep Clube de Curitiba, o Transparaná teve sua primeira edição em 1994. Nesse ano, a prova começou em Londrina e foi terminar no Litoral paranaense. O presidente do Jeep Clube de Curitiba, Adélcio Coelho Pena, explica que para aumentar o grau de dificuldade da prova o percurso nunca é repetido de um ano para o outro.
Pena observa que os desafios impostos pelo Transparaná atraem muitos pilotos de fora do Paraná, principalmente de Santa Catarina, que sempre teve um grande número de representantes na prova. ''As pessoas que participam desse tipo de prova gostam de desafios e emoção. E isso nunca faltou no Transparaná'', ressaltou.
O empresário catarinense Marcelo Costanzo, 40 anos, se encaixa no perfil apresentado pelo presidente do Jeep Clube. Praticante de provas de rali e raid, ele está debutando no Transparaná e vem gostando da prova. ''É uma prova que exige habilidade técnica do piloto, por causa do terreno enlameado, e do navegador, por causa de erros existentes na planilha'', comentou.
Já tendo participado de provas de nível nacional, como os ralis dos Sertões e do Agreste, Costanzo acredita que o Transparaná precisa de mais investimento até para ganhar um maior reconhecimento a nível nacional. ''Com mais investimento, pilotos de outros estados também virão participar nos próximos anos e os erros desse ano poderão ser eliminados'', frisou.
Experiência Dentre todos pilotos e navegadores participantes da edição desse ano do Transparaná, um chama atenção por sua experiência em grandes provas de regularidade e velocidade. O navegador Lourival Roldan, 47 anos, já participou de três edições do Rali Dakar, sempre ao lado de Klever Kolberg. Nos três anos, a dupla chegou ao final do mais difícil rali do mundo. ''Terminamos em 16º, 13º e 11º, respectivamente, além de ter ficado em 3º na categoria diesel em um dos anos'', recordou.
Roldan também está participando pela primeira vez do Transparaná. Acostumado a enfrentar grandes desafios, o navegador disse que esperava um grau maior de dificuldade no raid paranaense. ''Nas primeiras etapas encontramos algumas trilhas mais difíceis, por causa da lama. A de hoje (ontem), com o tempo seco, foi mais tranquila.''
Sobre o futuro, Roldan adiantou que pretende voltar ao Rali Dakar em 2007 nesse ano não participou com um novo parceiro. Ele preferiu fazer mistério quanto ao nome do piloto, mas deixou claro que a participação da dupla é certa.

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