Curitiba - Mais do que com os pontos perdidos em casa após a derrota de sábado por 2 a 1 contra o Atlético Mineiro, o técnico do Atlético Paranaense, Osvaldo Alvarez, está preocupado com o perfil psicológico de sua equipe. Os jogadores rubro-negros já haviam dado sinais vísiveis de abatimento após a derrota por 3 a 0 contra o Paraná no dia 6, e o desafio de Alvarez agora é tentar reerguer o ânimo dos jogadores para evitar novos fiascos.
A tarefa não séra fácil. O Atlético já tem um novo compromisso na quarta-feira, quando enfrenta o Figueirense em Florianópolis (SC). Alvarez terá agora menos de três dias para conversar com o grupo e espantar qualquer princípio de crise. Formado por jogadores jovens, a equipe principal do Atlético ressente a ausência de atletas experientes, apesar de boa parte do grupo já ter disputado partidas importantes, como a final do Brasileiro de 2001 e a Libertadores da América do ano passado.
Para garantir a reabilitação, Alvarez tem alguns trunfos. Com seis contratações recentes que ainda não conquistaram seu lugar no time titular, o treinador pode optar por injetar sangue novo na equipe, utilizando atletas que querem mostrar serviço. Uma possível estréia é a do atacante húngaro Tuske. Na semana passada, Vadão comentou que pensava em utilizar o atacante, mas não o colocaria numa ''fogueira'', marcando sua estréia num jogo em casa após a derrota no clássico.
O fato do jogo ser em Florianópolis, contra um adversário teoricamente mais fraco que o Atlético Mineiro, também pode ajudar o Furacão. Na partida de sábado, alguns jogadores se mostraram ansiosos demais, especialmente nos passes do meio de campo e na finalização das jogadas.

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