Curitiba - Candidato dentro de campo à última vaga em aberto para a segunda fase do Estadual, o Real Brasil viu o tapetão enterrar suas chances de seguir na competição. Mais que isso, o clube perdeu 12 pontos, recebeu multa de R$ 10 mil e foi condenado a 720 dias de suspensão pela escalação irregular de Erinaldo da Silva Santos, que anteriormente atuou no Iguaçu utilizando a identidade de seu irmão mais novo, Emerson.
Por unanimidade, a 1 Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) considerou o clube culpado pela inscrição irregular do atleta, infringindo três artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o mais grave deles por falsificação de documentos. Se não conseguir reverter a pena no Pleno do TJD ou mesmo no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Real será rebaixado para a Divisão de Acesso e ficará dois anos afastado de competições oficiais.
A tese que será utilizada na defesa é de que o ''Real só foi fundado em 2005, não podendo ser condenado por falsificação de documentos ocorrida em 1999'', explicou o advogado Alexandre Chemim, à Rádio CBN, que destacou a data em que Erinaldo foi inscrito na Federação Paranaense de Futebol com o nome do irmão como prova incontestável da boa fé de seu cliente. ''Esta condenação é totalmente equivocada'', complementou Chemim, que hoje entrará com pedido de efeito suspensivo no TJD, para permitir ao clube disputar a última rodada do Estadual.
Solicitação que se aceita pode criar um 'imbroglio' jurídico, ameaçando a sequência da competição. Caso jogue e vença o Cascavel, a equipe de São José dos Pinhais tem chance de terminar no G-8 e a segunda fase ficará em suspenso até que o caso seja julgado na última instância.

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