São Paulo - A pressão externa do Ministério Público (MP) e a cobrança interna de dirigentes e oposição fazem o São Paulo "pensar" em romper a relação com as torcidas organizadas. A confusão causada por membros da Independente do lado de fora do Estádio do Morumbi após o jogo da última quarta-feira pela Copa Libertadores pode ter sido o estopim para uma mudança de vínculo.
A reflexão veio após um tumulto na saída do estádio terminar com três torcedores atendidos no ambulatório do Morumbi com ferimentos, 16 policiais machucados e 10 pessoas detidas. O São Paulo disse acompanhar os relatos sobre o incidente e lamenta o ocorrido. "Uma das coisas que ajudariam muito no combate às torcidas organizadas é os clubes pararem de dar ingressos. Isso acaba ajudando a financiar essa torcidas. Algumas fazem o que fazem porque não se põe limites nelas", disse nesta quinta-feira o promotor do Juizado do Torcedor do MP, Paulo Castilho.
Segundo a Polícia Militar e testemunhas, o tumulto começou pela presença do lado de fora do estádio de membros da torcida organizada, que estavam sem ingresso. Irritados com a derrota para o Atlético Nacional por 2 a 0 e a saída de torcedores antes do apito final, eles começaram a atacar ambulantes e a roubar são-paulinos.
A Independente disse ontem em comunicado não ser a única responsável pelo incidente e reiterou as críticas aos que deixaram o estádio antes do fim do jogo. "Milhares de torcedores não conseguiram ingresso e aqueles que só sabem apoiar na vitória, começaram a ir embora", afirmou. (Agência Estado)

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