Derrota não tira otimismo da Unopar
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Jaime Kaster<br>Reportagem Local 
A derrota por 1 a 0 para o Kindermann, na cidade de Caçador (SC), na segunda-feira à noite, não incomodou a equipe da Unopar/Londrina/Grêmio/Sercomtel na busca do título inédito da Liga Futsal Feminina. Pelo menos foi o que garantiu a técnica Vanda Sanches, que considerou normal o resultado do primeiro jogo da final.
No jogo da volta, amanhã, às 20 horas, no Ginásio da Unopar, no Campus Piza, a Unopar precisará vencer no tempo normal, por qualquer placar, para levar a partida à prorrogação, quando daí terá a vantegem do empate para levar o título. A partida terá portões abertos ao público.
O time londrinense ganhou a vantagem de trazer a decisão para casa e jogará por dois resultados iguais por ter feito a melhor campanha entre todas as equipes nas três fases classificatórias. Mas para ter essa vantagem, primeiro precisará sair com a vitória no tempo normal. Assim como perdemos lá, num jogo muito equilibrado, elas podem perder aqui, afinal, desta vez a torcida estará do nosso lado e a pressão ficará contra elas. Basta que a gente finalize mais ao gol, o que fizemos muito pouco lá (em Caçador), admitiu a treinadora.
Vanda considerou anormal o desempenho do ataque da sua equipe no jogo em Santa Catarina. Durante toda a Liga nosso ponto forte foi o ataque. Normalmente vínhamos fazendo uma média de três a quatro gols por partida e neste primeiro jogo da final não conseguimos marcar, porque elas jogaram cautelosas e se trancaram ainda mais depois que fizeram o gol (aos 2 minutos do segunto tempo), comentou. Foi a primeira derrota da Unopar em 11 jogos na Liga e a segunda partida em que o time não marcou gol a outra foi no empate em 0 a 0 contra o Sumov-CE, em Fortaleza.
O confronto de amanhã marcará o duelo entre o melhor ataque (o da Unopar, com 37 gols) contra a melhor defesa (do Kindermann, com 11 gols sofridos a Unopar sofreu 13). Penso que elas virão para jogar fechadinhas atrás, mas confio no potencial das minhas meninas para abrirmos o bloqueio delas. Outra vantagem é que a nossa quadra é maior que a delas lá o Ginásio da Unopar tem dimensões de 40m x 20m, contra 38m x 19m do Ginásio Flávio Cruz, em Caçador. Isso ajuda a abrir mais a defesa da equipe que joga fechada, analisou Vanda.
Além do ataque, a técnica da Unopar aposta no bom retrospecto do time londrinense em casa. Ainda não perdemos nenhuma partida em Londrina e posso afirmar que esse jogo não vamos perder também, aposta Vanda.
O ginásio da universidade recebeu 600 novos lugares em arquibancadas móveis para comportar a capacidade mínima de 1.500 pessoas, exigida pela Confederação Brasileira de Futsal (CBFS), e a supervisora da equipe, Renata Albino, acredita que o espaço estará lotado amanhã. Tivemos mil pessoas no jogo da semifinal contra o Chimarrão e para essa partida da final esperamos um público ainda maior, afinal será um dia histórico para nós, concluiu Renata.


