A cabeça do técnico do Londrina está fervendo. Vica não engoliu a derrota em casa para a Adap e já começa a pensar uma forma de antecipar o planejamento que ele tinha montado para o Campeonato Paranaense. Ontem, após a reapresentação do elenco, ele já adiantou que vai colocar o time para jogar no ataque daqui pra frente. ''Vou ter que acelerar os processos que iriam acontecer daqui há três ou quatro rodadas. Tenho que soltar o time antes da hora'', revelou Vica.
O comandante do Tubarão minimizou a derrota e não apontou consequências imediatas que ela pode trazer, mas teme o estrago que o revés pode vir a causar no futuro. ''Vamos sentir essa derrota mais lá no final, na hora da classificação'', projetou o treinador.
Para que as consequências não sejam tão trágicas para o Tubarão, a primeira mudança que Vica promoverá será no esquema tático. O 3-5-2 está banido temporariamente do VGD. O técnico até admite enfrentar o Paraná Clube, domingo, às 16 horas, no Estádio do Café, com um time bastante ofensivo, utilizando três atacantes. ''Vamos ter uma postura bem diferente'', garantiu.
Tudo depende, porém, da definição de quem ocupará a vaga do lateral-esquerdo Bruno Barros, que foi expulso contra a Adap. Como não há outro jogador para a posição no elenco, Vica terá que improvisar alguém. A primeira opção seria o zagueiro Clodoaldo, mas o jogador depende da liberação de sua documentação. Outra opção seria a improvisação do lateral-direito Dênis, a mais provável de acontecer.
O certo é que o treinador colocará em campo mais um meia-atacante. Jéfferson e Jairo levam vantagem na disputa pela vaga que deve ficar com um dos dois. A intenção é descarregar Guilherme, que não conseguiu armar sozinho o jogo de quarta-feira. ''Para o 3-5-2 funcionar, os volantes têm que armar o jogo junto com o meia e isso não aconteceu contra a Adap'', reclamou Vica.
Cobrança Antes do treinamento, comissão técnica e diretoria se reuniram nos vestiários a portas fechadas. Em pauta, cobranças pelo péssimo futebol apresentado, e uma injeção de ânimo para o confronto de domingo, segundo o coordenador de futebol, Sidiclei Menezes. ''Demos apoio, mas também cobramos personalidade e uma mudança de postura em relação ao segundo tempo para vencer o jogo contra o Paraná. ''Na vitória tudo é mais fácil até para cobrar. São pesos diferentes. Numa derrota, eles sentem o baque e não querem cobrança'', apontou Vica.

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