São Paulo, 7 (AE) - A derrota para a Ponte Preta fez o técnico Oswaldo de Oliveira mudar os planos. "Agora, precisamos vencer o último jogo e não posso poupar ninguém", disse. A idéia do treinador era ter garantido o primeiro lugar hoje. Desta forma, na quarta-feira, contra o Coritiba, no Pacaembu, os titulares receberiam uma folga antes do playoff.
Oliveira admitiu que o Corinthians foi "péssimo" no primeiro tempo.
"Não estivemos bem na marcação, além de muita falta de atenção", analisou. Luizão, substituído por Dinei aos 29 minutos do segundo tempo, não gostou de deixar o gramado. "O Luizão estava sentindo o tornozelo e eu tive de tomar uma decisão", justificou. "Jogador não pede para sair." Revoltados, alguns torcedores, ligados a uma torcida organizada, foram ao vestiário protestar contra o treinador. Sobrou também para o volante Vampeta. "Não tenho de dar resposta para presidente de torcida", afirmou Oliveira. Policiais e seguranças do clube tiveram de conter o tumulto. "É o momento de estar todos unidos", comentou o zagueiro João Carlos.
Augusto, bastante criticado pela torcida em campo, acredita que vai, mais uma vez, superar as adversidades. "Com muita força e fé", disse.
"A crítica contra o Augusto foi injusta porque hoje ele teve uma boa atuação", defendeu o treinador. Rincón fez uma cobrança aos demais atletas. "Todo mundo tem de correr." Os jogadores da Ponte Preta comemoraram com certa discrição a classificação para o playoff. "Ainda temos de pensar no Gama", disse o meia Vânder, autor do segundo gol. O jogo diante dos brasilienses será quarta-feira, em Campinas. Vander lembrou que as conquistas têm sido bastante "sofridas" para a Ponte. "Não merecíamos morrer na praia."

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