Depois do que aconteceu na última rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, o técnico Varlei de Carvalho descobriu apenas um receita para que o Londrina ganhe do Náutico, às 16 horas de sábado, no Estádio do Café. ‘‘Seriedade do outro mundo... Acho que isso define tudo o que eu vou pedir aos meus jogadores’’, disse. A derrota do antes favorito Náutico diante do Atlético Goianiense, domingo, no Recife, surpreendeu Varlei e derrubou a matemática inicial do treinador. ‘‘Em condições normais, o Náutico golearia o Atlético. Ora, as teorias... Não sei mais nada. Nem sei como vou montar meu time para o próximo jogo.’’
A propósito do mau resultado do Náutico, Varlei acha que o futebol atual comprova que as ‘táticas aparentemente infalíveis’ nada resolvem. ‘‘O que prevalece são a força, a garra, a determinação. Na prática, é bobagem falar em 3-5-2, 4-4-2, 3-5-1, essas coisas’’, acredita. ‘‘Em Goiânia, houve um instante em que usamos um 8-2. Quer dizer, prendi meus alas e, na frente, deixei o Mauro pela direita e o Alaor pela esquerda. Depois que marcamos nosso gol, passamos a adotar uma espécie de 8-0. Recuei os dois atacantes para agrupar o time atrás’’, exemplifica. ‘‘Esquema é algo circunstancial. Depende de cada jogo. O que importa é se a equipe marca forte e defende bem sem perder a capacidade ofensiva.’’
Varlei de Carvalho torcia pelo sucesso do Náutico, um dos líderes do Grupo A, ao lado do Remo, para que o Atlético Goianiense e a Desportiva permanecessem entre os últimos da chave. Seis clubes disputam quatro vagas para a próxima fase. Agora, o grupo ficou praticamente embolado: Remo e Náutico, seis pontos ganhos; Atlético Goianiense e Londrina, quatro; Desportiva e União São João, três. Resumindo: basta uma vitória para que o lanterna passe a ocupar a liderança. ‘‘Se vencermos o Náutico, estaremos em primeiro lugar. Se passarmos pela Desportiva, começaremos a disparar. Uma coisa é certa: não podemos mais perder pontos, principalmente em casa’’, alerta Varlei.
Como de hábito, o treinador do Londrina participou da série de corridas, ao lado de todos os jogadores, ontem à tarde, no Zerão. Em seguida, o grupo submeteu-se a sessões de hidromassagem. No coletivo de hoje à tarde, no Estádio do Café, o treinador pode confirmar o time que enfrenta o Náutico. Sem Valder, suspenso, ele deve manter dois zagueiros - Ivanildo e Carlos Alberto - ainda escalando Beto no meio-campo. ‘‘Não é brincadeira: ainda não sei o que faço’’, confessa Varlei.
Reforços - O lateral-esquerdo Gilmar Nasser, ex-Comercial de Ribeirão Preto, pode reforçar o Londrina no Brasileiro. Ele desembarca amanhã na cidade, procedente de Porto Alegre. O coordenador-geral do clube, Célio Guergoletto, disse que o jogador - um dos nomes da lista inicial de Varlei de Carvalho - será avaliado durante 10 dias. ‘‘Se estiver bem fisicamente, vamos contratá-lo.’’
O meia-atacante Robson, 21 anos, 1,66 metro de altura, indicado pelo ala Marquinhos Capixaba, já se apresentou para um período de testes. Robson estava no Belenenses, de Portugal.
O quarto-zagueiro Roberto Fonseca não será mais recontratado. O Moto Clube, que exigiram a devolução das luvas pagas a Fonseca (R$ 7 mil) para liberá-lo. O Londrina desistiu.

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