Assunção - Dunga chega pressionado ao jogo de quarta-feira, contra a Argentina, no Mineirão. A derrota para o Paraguai, que teve um jogador a menos desde o início do segundo tempo, neste domingo, em Assunção, obriga o treinador da seleção brasileira a mudar o time e tentar uma vitória redentora em Belo Horizonte. Mesmo porque, outro resultado ruim pode lhe custar o cargo.
Ontem, minutos antes do final da partida, os torcedores brasileiros presentes ao Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, pediram a cabeça do treinador. ''Fora Dunga! Fora Dunga!'', gritaram das arquibancadas. Reflexo da segunda derrota seguida do Brasil, que tinha perdido um amistoso contra a Venezuela, no dia 6 de junho, nos Estados Unidos.
Vinte minutos após a derrota para o Paraguai, Dunga entrou para a sala de entrevistas do Estádio Defensores del Charco com as mãos nos bolsos e sem graça - ao seu lado estava o auxiliar técnico Jorginho, também constrangido. Perguntaram se ele se sentia pressionado e se um resultado ruim contra a Argentina seria fatal. ''Com resultado negativo sempre tem pressão. Se tu me desses a bola mágica para ver o que acontecerá no segundo jogo, poderia responder'', disse o treinador da seleção. ''Vamos analisar com cabeça fria, fazer uma cobrança entre nós mesmos do que aconteceu. Esse grupo já deu respostas positivas.''
Sobre o ''Fora Dunga'' que a torcida gritou, ele foi enfático: ''Treinador de seleção é sempre assim. Vamos continuar trabalhando como estamos trabalhando e buscar os resultados.''
O treinador disse que as peças não se encaixaram e o Brasil não conseguiu evitar o que o Paraguai tem de melhor. ''O jogo foi complicado, eles marcaram muito e saíram no contra-ataque. Com o primeiro gol, o Paraguai reforçou a sua qualidade. No segundo tempo, mudamos. Tem dias que as coisas não dão certo. Não podemos tirar o mérito do Paraguai e temos de reverter a todo custo contra a Argentina'', explicou Dunga.

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