Derrota da Seleção acende sinal vermelho
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segunda-feira, 02 de julho de 2001
Agência Estado Do Rio 
Preocupada com a situação delicada da seleção nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, depois da derrota para o Uruguai, a comissão técnica vai viajar, mais uma vez, à Europa para pedir aos clubes europeus que os jogadores que atuam no continente sejam liberados mais cedo do que o previsto para a partida contra o Paraguai, no dia 15 de agosto. Isto faz parte do plano emergencial da CBF, que começará a ser traçado na quarta-feira, em duas reuniões na entidade: uma entre os integrantes da comissão técnica e outra entre dirigentes. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, pode definir, no mesmo dia, a transferência do jogo do Rio de Janeiro para Curitiba.
Vamos tentar conseguir que eles estejam aqui, pelo menos, dez dias antes, explicou o coordenador técnico Antônio Lopes, que, junto com o treinador Luiz Felipe Scolari, deve se encontrar com técnicos e dirigentes de equipe européias. Assim, repetem o procedimento adotado por Emerson Leão, que se revelou ineficaz.
Após a visita de Antônio Lopes e Leão aos colegas europeus, o próprio Ricardo Teixeira se encontrou com os dirigentes dos principais clubes da Europa. Em um acordo, abriu mão dos jogadores na Copa das Confederações para contar com eles com antecedência para o jogo das Eliminatórias, no último domingo. Mas o acordo não foi respeitado: as equipes tinham prometido que cederiam os atletas por 15 dias, mas eles chegaram apenas 11 dias antes da partida contra o Uruguai.
Pior: o meia Rivaldo só treinou durante seis dias, o que revoltou Ricardo Teixeira, que chamou a diretoria do Barcelona de leviana. Não adianta ficar preocupado com isto, temos de trabalhar, resignou-se Antônio Lopes. Ao assumir a seleção, Scolari não mostrava um atitude tão conciliadora, prometendo troco, em caso dos acordos serem descumpridos. O treinador revelou que espera se encontrar, pessoalmente, com os dirigentes da Roma - clube de Cafu, Antonio Carlos e Emerson - para pedir cooperação.


